Você já parou para pensar como seria trabalhar em um dos países mais organizados do mundo e ainda receber um dos maiores salários da Europa? Segundo portais de notícias e especialistas do setor de recrutamento, a Suíça está enfrentando uma escassez de mão de obra tão grande que o país está convocando estrangeiros, incluindo brasileiros, para ocupar postos estratégicos em suas empresas. O foco agora não é apenas construir prédios novos, mas transformar os antigos em máquinas de eficiência energética.

De acordo com informações de mercado, o Grupo Burkhalter, um gigante da tecnologia para edifícios, está no centro desse movimento. A empresa, que possui mais de 80 subsidiárias, busca profissionais que entendam de engenharia, elétrica e automação. O motivo por trás dessa busca frenética é a meta ambiental que a Suíça traçou até 2050. Eles querem prédios inteligentes que não desperdicem energia, e para isso, precisam de gente que saiba colocar a mão na massa com precisão.

Relatos indicam que para brasileiros com cidadania europeia ou visto de trabalho válido, o cenário é extremamente promissor. Não se trata apenas de um emprego comum, mas de entrar em um mercado que valoriza a alta qualificação e oferece uma infraestrutura técnica que pouca gente vê por aqui. É o tipo de chance que costuma atrair quem busca estabilidade e um plano de carreira sólido no exterior.

Como funciona o mercado de trabalho suíço hoje

Segundo analistas de carreira internacional, a rotina de trabalho na Suíça é marcada por uma pontualidade britânica e uma organização quase cirúrgica. Se você é do tipo que gosta de tudo nos eixos, pode se sentir em casa. O mercado local costuma exigir o cumprimento rigoroso de normas técnicas, o que garante que tudo funcione perfeitamente. É indicado que o profissional esteja preparado para um nível de exigência técnica bem elevado.

Estudos sobre o custo de vida europeu mostram que, embora os salários na Suíça sejam astronômicos para os padrões brasileiros, os gastos também são. Moradia e seguro de saúde obrigatório são pontos que exigem um planejamento financeiro cuidadoso. Por isso, especialistas sugerem que o candidato não olhe apenas para o valor bruto do salário, mas coloque na ponta do lápis o custo de manter uma vida digna por lá.

Outro ponto interessante é a valorização da educação continuada. Conforme indicam as diretrizes de grandes grupos como o Burkhalter, as empresas costumam investir pesado na qualificação dos colaboradores. Isso significa que, além de trabalhar, você terá a oportunidade de se manter atualizado com o que há de mais moderno no mundo em termos de sustentabilidade e tecnologia predial.

O perfil desejado para as vagas de 2026

Para quem está de olho nessas oportunidades, é importante entender que o perfil do trabalhador mudou. Segundo recrutadores internacionais, não basta mais ser especialista em apenas uma área. O mercado agora busca o profissional interdisciplinar. Sabe aquele técnico que entende de elétrica, mas também saca de automação digital? Esse é o perfil que está sendo disputado a tapas pelas empresas suíças.

A recomendação de especialistas para quem deseja se candidatar é começar a organizar a papelada o quanto antes. O reconhecimento de diplomas e certificados é um passo essencial, especialmente para profissões regulamentadas. Além disso, ter um currículo no padrão local, o famoso Lebenslauf, com foto profissional e uma carta de motivação bem escrita no idioma da vaga, costuma ser o diferencial entre ser chamado ou ignorado.

Por fim, há quem defenda que o networking em plataformas profissionais, como o LinkedIn, pode acelerar muito o processo de inserção no mercado suíço. Manter contato direto com as unidades autônomas do grupo pode abrir portas que um processo seletivo comum demoraria meses para liberar. Se você tem as habilidades técnicas e a vontade de encarar o frio europeu, 2026 pode ser o seu ano de virada profissional.

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