Você já deve ter percebido que, de tempos em tempos, a internet elege um novo queridinho para o autocuidado. Segundo especialistas em tendências digitais, o assunto da vez é o óleo de alecrim, um ingrediente que saiu da cozinha para se tornar o protagonista de bilhões de visualizações em plataformas de vídeo.

Relatos de usuários ao redor do mundo sugerem que esse extrato natural pode ser um aliado poderoso para quem deseja melhorar a aparência das madeixas. Mas será que essa fama toda tem fundamento ou é apenas mais um modismo passageiro das redes sociais?

Conforme explicam profissionais da área de tricologia, o alecrim não é exatamente uma novidade. Essa planta nativa da região do Mediterrâneo é utilizada há séculos em fragrâncias e cuidados com a pele, sendo valorizada por suas propriedades que auxiliam no equilíbrio do couro cabeludo.

O que dizem os estudos sobre essa planta

De acordo com o tricologista William Gaunitz, existe uma base científica que ajuda a explicar por que tantas pessoas estão trocando produtos químicos por essa opção natural. Um estudo realizado em 2015 comparou o uso do óleo de alecrim com tratamentos convencionais aprovados por órgãos de saúde.

Os resultados indicaram que, após seis meses de uso contínuo, os efeitos foram bastante semelhantes. No entanto, o extrato natural apresentou uma vantagem interessante: ele costuma causar menos irritação no couro cabeludo, o que é um ponto positivo para quem tem a pele sensível.

Especialistas como Bridgette Hill, de Nova York, reforçam que o foco deve ser sempre a saúde do couro cabeludo. Como o óleo possui características que auxiliam na circulação sanguínea e no combate a microrganismos, ele acaba criando um ambiente mais favorável para o desenvolvimento natural dos fios.

Como o uso costuma ser indicado pelos profissionais

Há quem defenda que a melhor forma de aproveitar os benefícios é através da massagem direta. Segundo o especialista Darrius Peace, a aplicação leve no couro cabeludo, seguida de movimentos circulares, pode ajudar na absorção dos componentes ativos da planta.

Entretanto, é importante ter cautela. Por ser um óleo essencial muito concentrado, especialistas recomendam que ele seja diluído em um “óleo carreador”, como o de coco ou de oliva. Isso evita possíveis reações adversas e garante que a experiência seja segura e agradável.

Outra técnica que costuma ser utilizada por quem tem a rotina corrida é adicionar algumas gotas do óleo diretamente no shampoo. De acordo com a dermatologista Mamina Turegano, deixar a mistura agir por cerca de cinco minutos antes do enxágue pode ser o suficiente para sentir os efeitos a longo prazo.

Cuidados importantes e recomendações de segurança

Apesar de ser um produto de origem natural, o uso não deve ser feito de forma indiscriminada. Profissionais como Wes Sharpton sugerem que sempre seja feito um teste de contato em uma pequena área da pele antes da aplicação total.

Se houver qualquer sinal de vermelhidão ou coceira, o uso deve ser interrompido imediatamente. Além disso, para quem já possui condições dermatológicas pré-existentes, é indicado consultar um especialista para garantir que o óleo de alecrim seja uma opção viável para o seu caso específico.

No fim das contas, a popularidade desse ingrediente parece estar ligada ao desejo de buscar alternativas menos agressivas. Se ele realmente entrega resultados em tempo recorde como dizem alguns vídeos virais, ainda é motivo de debate, mas a ciência sugere que, com paciência e consistência, o alecrim pode sim ser um grande parceiro da sua beleza.

Lembre-se que cada organismo reage de uma forma e que a saúde dos fios também depende de outros fatores, como alimentação e níveis de estresse. O óleo de alecrim entra como um complemento em um ritual de cuidado que começa de dentro para fora.

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