Você já parou para pensar que a sua rotina matinal pode ser a grande vilã do seu humor? Pois é, segundo o que circula em tabloides internacionais e canais de especialistas, como o neurocientista britânico Dr. Dominic Ng, muitos de nós estamos sabotando o próprio cérebro sem perceber. Sabe aquela primeira olhada no celular logo que abre o olho? De acordo com o especialista, isso pode ser um erro clássico que inunda sua mente com informações desenhadas para gerar ansiedade logo cedo.
O especialista aponta que o hábito de conferir notícias ou redes sociais assim que acordamos coloca o cérebro em um estado de alerta desnecessário. É como se você começasse o dia já em meio a um campo de batalha digital. Em vez de permitir que a mente desperte com calma, nós a forçamos a processar dramas alheios e crises mundiais. Segundo relatos de quem estuda o comportamento humano, essa prática é um dos caminhos mais rápidos para o estresse crônico.
Outro ponto que chama a atenção nas análises do Dr. Ng é a falta de regularidade no sono. Ele compara a variação de horários para dormir — como ir para a cama às 22h na segunda e às 2h no sábado — a um tipo de jet lag que acontece sem você sequer sair do quarto. Essa confusão no relógio biológico costuma ser apontada por estudiosos como um fator que prejudica a clareza mental e a disposição física ao longo de toda a semana.
A importância de abraçar o tédio e evitar comparações
Em um mundo onde o scroll infinito parece ser o refúgio para qualquer minuto livre, o neurocientista sugere que o tédio pode ser, na verdade, um aliado. Segundo ele, usar os momentos de vazio para atividades manuais ou sociais, como ligar para um amigo ou iniciar um projeto pessoal, é muito mais vantajoso do que se perder em telas. O uso constante de dispositivos eletrônicos é visto por especialistas como um bloqueio para o pensamento criativo, já que não damos espaço para a mente divagar.
A comparação constante também entrou no radar das críticas. O Dr. Ng observa que o hábito de medir o próprio sucesso pelo salário do amigo mais rico ou pelo corpo da pessoa mais em forma da academia é uma armadilha perigosa. De acordo com sua visão, o indicado é olhar para a própria trajetória e perceber o quanto você já evoluiu, em vez de focar apenas no que falta para alcançar o topo da montanha de outra pessoa.
No campo da atividade física, a recomendação é desmistificar o exercício pesado. Há quem defenda que apenas treinos exaustivos valem a pena, mas o especialista reforça que uma caminhada agradável já costuma ser suficiente para manter o corpo em movimento. Ele critica a transformação de algo natural para o ser humano em uma métrica de falha, sugerindo que o movimento deve ser prazeroso e não mais um item estressante na lista de tarefas.
Escutando os sinais do corpo e mudando padrões
Ignorar as sensações físicas é outro comportamento que especialistas consideram arriscado. O Dr. Ng lista exemplos comuns: tomar mais café quando se está exausto ou ignorar dores nas costas para terminar o trabalho. Segundo ele, esses são sinais de socorro que o organismo envia e que muitas vezes são silenciados por nós. É indicado dar atenção a esses alertas antes que o corpo exija uma pausa obrigatória por meio de um esgotamento maior.
Para quem deseja mudar esses padrões, o neurologista pediátrico Dr. Arif Khan também traz contribuições interessantes. Segundo estudos citados por ele, o cérebro é condicionado a buscar o caminho de menor resistência. Para quebrar esse ciclo, a sugestão é tornar as novas tarefas neurologicamente viáveis. Em vez de tentar uma mudança radical, é indicado começar com passos pequenos, como ler apenas uma página de um livro ou fazer um breve exercício de respiração.
Conforme explicam os especialistas, a chave não é remover a recompensa de um hábito antigo, mas sim substituí-la por algo significativo. Ao realizar uma pequena mudança positiva, dar ao cérebro um momento de reconhecimento, como uma respiração profunda ou um gesto de satisfação, ajuda a consolidar o novo caminho. Afinal, se os hábitos antigos foram construídos quase por acidente, os novos precisam ser erguidos com consciência e paciência.
