Levantamento compara preços de transportes para viagens de 2 km em Divinópolis

Moradores de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, tinham, à época do levantamento, diferentes alternativas para se deslocar pela cidade. Entre as opções estavam o transporte coletivo, os táxis, os mototáxis e três serviços de transporte por aplicativo. A comparação feita pelo G1 considerou uma viagem de aproximadamente dois quilômetros e mostrou uma diferença expressiva entre os valores cobrados.

Para esse percurso, o passageiro poderia gastar de R$ 4,05 a R$ 15, conforme o meio escolhido e a forma de pagamento. O menor valor correspondia ao ônibus, enquanto o maior aparecia nas corridas de táxi e em uma das opções de aplicativo. A análise reuniu os preços informados pelos serviços disponíveis no município.

O transporte público era apontado pela Prefeitura como o meio mais utilizado em Divinópolis. Aproximadamente 80 mil pessoas usavam os ônibus todos os dias. A tarifa, contudo, não era única: quem pagava em dinheiro desembolsava R$ 4,05, enquanto o pagamento com cartão de vale-transporte custava R$ 3,60.

A frota municipal era composta por 153 ônibus. Segundo a Prefeitura, 144 veículos realizavam viagens diariamente. Os outros nove permaneciam como reservas, para serem utilizados quando necessário.

Também havia linhas destinadas às comunidades rurais. Nesses trajetos, o preço da passagem não era fixo para todas as localidades. O valor variava conforme a distância entre cada comunidade e o Centro de Divinópolis. O levantamento apresentava os preços correspondentes a esses percursos em uma tabela.

Outra alternativa eram os táxis. De acordo com a Associação dos Taxistas de Divinópolis, o município contava com 90 motoristas. Eles estavam distribuídos em pontos considerados estratégicos, entre eles a região central, a rodoviária e locais próximos a supermercados.

A própria associação avaliava que essa estrutura não atendia completamente à cidade. Para a entidade, os pontos disponíveis eram insuficientes e bairros mais distantes também deveriam contar com a presença de táxis.

Como referência para a comparação, a reportagem considerou uma corrida do Centro até o bairro Niterói. O trajeto tinha cerca de dois quilômetros e custava, em média, R$ 15. O preço podia mudar conforme a bandeira registrada no taxímetro.

Dentro desse valor, R$ 4,50 correspondiam a impostos que deveriam ser repassados ao município. Segundo a Associação dos Taxistas, essa quantia também representava o valor inicial indicado no taxímetro. Assim, antes mesmo da conclusão do percurso, a corrida já começava com essa cobrança.

O mototáxi era uma alternativa mais recente. O serviço havia sido regulamentado em agosto do ano anterior ao levantamento. Naquele momento, segundo a Prefeitura, cerca de 60 mototaxistas trabalhavam nas quatro empresas regularizadas existentes em Divinópolis.

Diferentemente do táxi, o mototáxi não possuía uma tarifa tabelada. O valor era definido pelos próprios motoristas, o que produzia diferenças para a mesma distância. Para o trajeto de aproximadamente dois quilômetros usado na comparação com o táxi, três profissionais consultados pelo G1 informaram preços distintos.

O primeiro motorista disse que cobraria R$ 5. O segundo indicou R$ 7, e o terceiro informou R$ 10. Os valores mostravam que, embora o mototáxi pudesse ser mais barato que outras opções, o preço dependia da cobrança feita por cada profissional.

A Prefeitura considerava normal a variação. De acordo com o órgão, os custos enfrentados pelos mototaxistas mudavam conforme o tipo de motocicleta conduzida. Além disso, ao contrário do que ocorria com os táxis, não existia um valor mínimo estipulado para esse serviço.

Divinópolis também contava com três alternativas de transporte por aplicativo: Uber, Go Car e Uper 7. Para usar qualquer uma delas, o passageiro precisava instalar o aplicativo correspondente no celular. As empresas tinham formas próprias de calcular ou informar os valores das corridas.

Na Go Car, Bruno Alvim, um dos proprietários, afirmou que a tarifa era aproximadamente 25% menor do que a cobrada pelos táxis. Naquele período, a empresa tinha cerca de 20 veículos circulando pela cidade.

Considerando novamente o deslocamento entre o Centro e o bairro Niterói, a corrida pela Go Car ficaria em R$ 7. O valor informado era inferior à média de R$ 15 registrada para o táxi no mesmo percurso.

A Uper 7 era outra opção disponível. A empresa havia sido fundada em 2009 e informou que mantinha cerca de 30 veículos cadastrados em Divinópolis. Sua cobrança preservava a tarifa básica dos taxistas e acrescentava um valor por quilômetro percorrido.

Conforme o tipo de veículo solicitado, o preço ficava entre R$ 2,17 e R$ 2,50 por quilômetro. Na simulação realizada pelo G1 para o trajeto escolhido, o aplicativo da Uper 7 apresentou o mesmo preço atribuído ao táxi.

A Uber, por sua vez, informou por meio da assessoria que divulgava somente dados referentes ao estado. Segundo a empresa, Minas Gerais tinha, naquele momento, 35 mil motoristas atuando por meio do aplicativo.

Um motorista que realizava corridas pela Uber em Divinópolis falou com o G1, mas pediu para não ser identificado. Ele contou que havia um grupo de mensagens instantâneas reunindo motoristas da empresa na cidade. Na ocasião, aproximadamente 60 pessoas participavam do grupo.

Na simulação feita pela reportagem, a corrida da Uber custaria R$ 6,75. O motorista, entretanto, chamou atenção para a possibilidade de alteração do preço. Conforme explicou, o valor poderia variar conforme o horário e a demanda dos usuários.

A comparação, portanto, indicava que o custo de uma viagem de dois quilômetros dependia tanto do serviço escolhido quanto das regras de cobrança de cada modalidade. O ônibus apresentava o menor preço entre os valores considerados, especialmente quando comparado às corridas de táxi. Os aplicativos e o mototáxi ficavam sujeitos às tarifas e condições próprias de cada empresa ou motorista.

Além do transporte coletivo e dos serviços pagos, Divinópolis contava com uma quantidade expressiva de veículos particulares. Segundo o levantamento, havia cerca de 125 mil veículos desse tipo no município. A média informada era de aproximadamente dois habitantes por veículo.

Via Portal G1

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João Pedro Rafannelli

João Pedro Rafannelli acompanha os principais acontecimentos do Brasil, com foco em notícias, decisões, fatos relevantes e temas que impactam diretamente o dia a dia da população.