CMN reduz drasticamente juros do Pronaf para cooperativas rurais, beneficiando pecuária e cafeicultura

Uma notícia animadora para o campo: o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma significativa redução nos juros de financiamentos voltados para cooperativas rurais. A medida, que visa impulsionar a produtividade e o desenvolvimento do setor, impacta diretamente a pecuária e abre novas frentes de apoio para a cafeicultura.

A partir de agora, as cooperativas da agricultura familiar terão acesso a taxas de juros de apenas 3% ao ano na modalidade Mais Alimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Anteriormente, esse percentual mais baixo era restrito a financiamentos diretos aos agricultores, e agora se estende às cooperativas que atendem seus associados.

Essa importante mudança busca estimular investimentos em melhoramento genético, tanto na pecuária de corte quanto na de leite, além de oferecer um robusto aporte para o setor cafeeiro. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada para estimular investimentos na produtividade do setor. A iniciativa é vista como um passo crucial para o fortalecimento da agricultura familiar em todo o país.

Melhoramento genético com juros baixos para cooperativas

A nova taxa de 3% ao ano do Pronaf, modalidade Mais Alimentos, será aplicada em operações de crédito para cooperativas que adquirirem sêmen, óvulos e embriões para o aprimoramento genético de seus rebanhos. Essa medida beneficia tanto a pecuária de corte quanto a de leite, incentivando a busca por animais mais produtivos e com maior qualidade.

Antes desta alteração, o benefício de juros mais baixos era direcionado apenas aos agricultores familiares que contratavam o crédito diretamente. Com a decisão do CMN, o escopo foi ampliado, permitindo que as cooperativas, que representam milhares de pequenos produtores, também acessem essas condições vantajosas para investir em genética de ponta.

Renovagro e serviços genéticos também ganham fôlego

O Conselho Monetário Nacional também autorizou o financiamento de itens de melhoramento genético de forma isolada através do Renovagro, um programa que apoia sistemas de produção agropecuária sustentáveis. Além da aquisição de material genético, agora é possível financiar serviços associados, como inseminação artificial e transferência de embriões.

Anteriormente, esses serviços estavam limitados a 30% do valor total do crédito de investimento. A nova regra remove essa restrição, oferecendo maior flexibilidade para as cooperativas que desejam implementar programas de melhoramento genético completos, desde a aquisição dos insumos até a realização dos procedimentos técnicos.

Fundo para o café garante R$ 7,37 bilhões em 2026

Em outra decisão relevante, o CMN aprovou a destinação de R$ 7,37 bilhões para o financiamento do setor cafeeiro em 2026, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Esses recursos serão fundamentais para diversas frentes de atuação, incluindo o custeio da produção, comercialização, aquisição de café, capital de giro e a recuperação de lavouras danificadas por intempéries.

A distribuição exata dos valores entre as diferentes linhas de crédito será definida pelo Ministério da Agricultura, seguindo as diretrizes estabelecidas no Manual de Crédito Rural. A presidência do CMN é composta pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Fonte: Elaborado a partir de informações do Ministério da Fazenda.

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Diretor de Estratégia de Conteúdo e responsável pela Redação CEF no portal Catanduvas em Foco. Com uma forte presença digital e mais de 5 mil seguidores em suas redes sociais, Lesk lidera a curadoria de notícias e tendências do grupo Estúdio Mídia Publicidades LTDA. Sob sua coordenação, a redação já produziu mais de 4 mil publicações focadas em agilidade e utilidade pública, alcançando a marca histórica de 10 milhões de acessos no portal.