O futebol moderno muitas vezes nos coloca diante de situações que testam a nossa paciência com o comportamento de atletas de elite. Recentemente, um vídeo que circula nas redes sociais gerou uma onda de indignação entre os torcedores. As imagens mostram as estrelas do Chelsea chegando para o confronto da quarta rodada da FA Cup contra o Hull City e passando direto por uma fila de pequenos mascotes que aguardavam ansiosos por um simples gesto de carinho.
É desolador observar nomes como Reece James e Estêvão caminhando com fones de ouvido e olhares fixos no horizonte enquanto crianças estendiam as mãos na esperança de um high-five. Esse tipo de postura alimenta a percepção de que muitos jogadores vivem em uma bolha de privilégios e se tornaram mimados pelo sucesso financeiro. A conexão com a base de fãs, especialmente com os mais jovens, deveria ser uma prioridade absoluta para qualquer clube que preza pela sua imagem pública.
Arriving in Hull. 👋#CFC | #EmiratesFACup pic.twitter.com/xY367NS9qR
— Chelsea FC (@ChelseaFC) February 13, 2026
O impacto da frieza no esporte profissional
Embora o Chelsea tenha vencido a partida por 4 a 0 com uma atuação brilhante de Pedro Neto, o resultado em campo parece ter ficado em segundo plano diante da polêmica. Especialistas em gestão de imagem e comportamento humano frequentemente destacam que pequenos gestos de atenção possuem um valor imensurável para o fortalecimento da marca de um clube. Quando um ídolo ignora uma criança, ele não está apenas poupando energia para o jogo, ele está quebrando um vínculo emocional que sustenta a indústria do esporte.
A desculpa de que os jogadores precisam de foco total antes de entrar em campo não convence mais ninguém. Um sorriso ou um aceno de cabeça leva menos de um segundo e não interfere no desempenho tático de um profissional. A atitude de Liam Delap, que ao menos cumprimentou membros da equipe adversária, mostra que é possível ser profissional e humano ao mesmo tempo, mesmo em um ambiente de alta pressão.
A responsabilidade social dos grandes clubes
É fundamental que instituições como a Premier League e a própria Federação Inglesa reforcem protocolos de interação com o público. O futebol é movido pela paixão e pelo exemplo que esses homens projetam para as novas gerações. Ver apresentadoras de TV e torcedores fiéis expressando tristeza com o ocorrido é um sinal de alerta claro para a diretoria do clube londrino.
No final das contas, o que fica para aquelas crianças não é o hat-trick marcado no MKM Stadium, mas a sensação de invisibilidade diante de seus heróis. É indicado que os clubes invistam em treinamentos de empatia e etiqueta pública para seus elencos. O talento com a bola nos pés deve vir acompanhado de uma postura condizente com o papel de referência social que esses atletas ocupam na sociedade contemporânea.
