O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu neste sábado (22), durante um evento de campanha no Rio de Janeiro, votos para candidatos ao Senado que, segundo ele, poderiam ajudar na aprovação de uma “anistia geral, ampla e irrestrita” aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Flávio também associou a eleição de aliados à tentativa de conseguir a “libertação de Jair Messias Bolsonaro”, seu pai. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes que incluem tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Durante o ato, o candidato presidencial pediu apoio especificamente às candidaturas de Carlos Portinho e Carlos Jordy ao Senado.
Flávio chama condenados do 8 de Janeiro de “perseguidos”
Ao defender a anistia, Flávio Bolsonaro classificou os condenados pelos atos de 8 de janeiro como “perseguidos” e afirmou que a composição do Senado seria importante para avançar com a proposta.
O tema da anistia permanece como uma das principais bandeiras políticas do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2026.
A declaração foi feita em um evento que contou também com a presença do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Segurança pública também domina discurso
Além da anistia, Flávio Bolsonaro dedicou parte significativa do discurso à segurança pública e ao avanço de facções criminosas no Rio de Janeiro.
Segundo o candidato, a situação vivida por crianças em comunidades dominadas pelo crime organizado precisa mudar.
Flávio afirmou que, durante sua infância, crianças brincavam de soltar pipas, enquanto atualmente algumas estariam sendo utilizadas por organizações criminosas para operar drones carregados com explosivos.
“Hoje, as crianças estão sendo ensinadas a subir drone com bomba para tacar na cabeça dos outros. Drone com bomba para jogar em cima de policial, drone com bomba para jogar em cima de inimigos territoriais”, declarou.
Candidato diz que população vive com medo da violência
Flávio também afirmou que a insegurança tem levado moradores a aumentar cada vez mais a proteção de suas casas e veículos.
No discurso, citou carros blindados, muros altos, câmeras de segurança, arames e outros mecanismos utilizados pela população para tentar se proteger.
Em tom de crítica à situação da segurança pública, disse que, caso o cenário continue avançando, as pessoas poderiam chegar ao ponto de precisar de um “guarda-chuva blindado” para se proteger de drones com explosivos.
Flávio promete classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas
Durante o evento, Flávio Bolsonaro afirmou ainda que, caso seja eleito presidente, pretende reclassificar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O candidato adotou um discurso de endurecimento das ações contra o crime organizado e afirmou que integrantes dessas facções iriam “mofar na cadeia”.
A proposta de enquadramento de organizações criminosas como terroristas envolve mudanças na forma como o Estado brasileiro trata juridicamente esses grupos e dependeria das medidas legais adotadas por um eventual governo e pelo Congresso Nacional.
Douglas Ruas fala em retirar dinheiro público do Carnaval
No mesmo evento, o candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas afirmou que, caso seja eleito, pretende retirar recursos públicos destinados ao Carnaval do orçamento estadual.
Segundo Ruas, quem quiser participar da festa em 2027 poderia comprar ingresso, indicando que sua proposta seria reduzir ou eliminar o financiamento público do evento.
O ato no Rio reuniu, portanto, bandeiras que devem aparecer com frequência na campanha do PL em 2026, como a defesa de anistia aos condenados do 8 de Janeiro, apoio a Jair Bolsonaro e endurecimento das políticas de segurança pública.




