A campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que conceda direito de resposta no horário eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
O pedido busca permitir que Flávio responda a acusações exibidas em uma propaganda petista sobre seu histórico político. No domingo (30), o TSE já havia concedido uma liminar favorável ao candidato do PL e determinado a suspensão imediata da peça.
A propaganda havia sido exibida no primeiro programa eleitoral de Lula na televisão, no sábado (29).
Vídeo fazia acusações contra Flávio Bolsonaro
No material questionado judicialmente, o PT afirmava que Flávio teria sido “funcionário fantasma” e estaria envolvido com “lavagem de dinheiro e organização criminosa”.
A peça também dizia: “Não dá para confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros”.
As afirmações são objeto da disputa judicial e não devem ser tratadas como fatos comprovados apenas por terem sido exibidas na propaganda eleitoral.
Campanha diz que documento usado pelo PT seria falso
Os advogados de Flávio afirmam que a campanha de Lula utilizou um documento que classificam como “fake”, apresentado ao público como se fosse verdadeiro.
A defesa também sustenta que Flávio nunca teve um funcionário fantasma em seu gabinete em Brasília e quer utilizar o espaço no horário eleitoral para apresentar sua versão sobre as acusações.
Defesa também rebate referência a Adriano da Nóbrega
Outro ponto contestado pela campanha do PL envolve uma homenagem concedida por Flávio ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega.
A propaganda teria apresentado Adriano como “líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro”.
Segundo os advogados de Flávio, a medalha foi concedida em 2005, quando Adriano estava preso sob acusação de homicídio em uma situação de conflito. A defesa afirma que ele acabou absolvido naquele processo.
PL afirma que propaganda foi exibida 92 vezes
De acordo com levantamento apresentado pelo PL, a peça questionada foi exibida 92 vezes em 30 emissoras.
A campanha calcula que o conteúdo permaneceu no ar por aproximadamente 46 minutos no total.
Agora, caberá ao TSE analisar se Flávio Bolsonaro terá direito de utilizar o tempo de televisão destinado à campanha de Lula para responder às acusações.




