FGC inicia pagamento de garantias a clientes do Banco Pleno, com R$ 4,8 bilhões disponíveis
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a liberar nesta segunda-feira, 23 de outubro, o pagamento de garantias para cerca de 152 mil clientes do Banco Pleno. A instituição financeira, associada ao Banco Master, teve sua liquidação decretada em fevereiro deste ano.
Ao todo, os credores do Banco Pleno têm direito a receber aproximadamente R$ 4,8 bilhões em indenizações. Estes valores referem-se a depósitos, investimentos como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e outros produtos financeiros que são cobertos pelo FGC.
A liberação dos recursos só foi possível após a consolidação das informações dos credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. A quebra do Banco Pleno ocorreu em meio às dificuldades enfrentadas por instituições ligadas ao conglomerado financeiro do Banco Master. Conforme informação divulgada pelo FGC, este é mais um passo importante para a recuperação dos valores devidos aos clientes.
Como solicitar o resgate das garantias do FGC
Para investidores pessoas físicas, o processo de solicitação do resgate já está disponível através do aplicativo oficial do FGC. O cadastro envolve a validação de dados e a assinatura digital do pedido. Após a confirmação, o valor será depositado na conta bancária indicada em até dois dias úteis, facilitando o acesso rápido aos recursos.
Já para pessoas jurídicas, a solicitação deve ser realizada exclusivamente pelo site do FGC. É fundamental que as empresas sigam este procedimento específico para garantir o recebimento das garantias. A orientação é para que todos verifiquem os canais oficiais para acompanhar os prazos e procedimentos detalhados.
Entenda os limites de cobertura do FGC
É importante que os clientes estejam cientes dos limites de cobertura estabelecidos pelo FGC. O fundo garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por investidor a cada período de quatro anos, abrangendo todas as instituições financeiras associadas.
O FGC cobre uma gama variada de recursos e investimentos, como contas correntes, poupança, CDB, RDB, letras financeiras (LCI, LCA, LC, LH, LCD), depósitos a prazo e operações compromissadas com títulos elegíveis. Em caso de liquidação de uma instituição, o FGC é o principal caminho para a recuperação desses valores, dentro dos limites estabelecidos.
O que não é coberto pelo FGC
É igualmente crucial saber quais produtos financeiros não são cobertos pelo FGC. Entre eles estão CRI e CRA, debêntures, algumas letras financeiras (LF, LI, LIG), títulos públicos (pois são cobertos pelo Tesouro Nacional), títulos de capitalização e fundos de renda fixa. Estes últimos, em caso de quebra, possuem CNPJ separado e podem ser transferidos para outro gestor.
Depósitos no exterior e depósitos judiciais também não estão inclusos na cobertura do FGC. Compreender essas distinções é fundamental para que os investidores saibam exatamente quais de seus ativos estão protegidos pelo fundo garantidor.
Avanços em outros pagamentos do grupo Master
O FGC também informou que está avançando no pagamento de garantias para clientes de outras instituições do mesmo grupo financeiro. Até o momento, cerca de 689 mil credores já receberam valores relacionados a bancos como o Master e o Letsbank, o que representa 89% do total de beneficiários e um montante de R$ 39 bilhões pagos.
No caso do Will Bank, o fundo aguarda a lista completa de credores para iniciar os pagamentos integrais, mas já foram realizadas antecipações para valores menores, atendendo a mais de 1 milhão de pessoas. O FGC reitera a importância de acompanhar seus canais oficiais para obter informações atualizadas sobre prazos e procedimentos.
Fonte: Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
