Uma familiar de paciente internado perdeu R$ 554 após um homem usar o nome de um médico para obter informações no Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná. O criminoso telefonou antes para a instituição, fingiu trabalhar na Central de Leitos e conseguiu a confirmação de dados de pessoas internadas.
A ocorrência foi registrada no sábado (5), segundo a Polícia Militar (PM). A corporação informou que o suspeito ligou para o hospital e pediu a uma funcionária que confirmasse dados de pacientes que esperavam na fila de regulação. Para dar credibilidade à abordagem, ele utilizou o nome de um médico.
A Central de Leitos integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e administra a distribuição de vagas para internações, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e transferências de pacientes. Depois de obter as informações, o homem passou a procurar familiares por mensagens e ligações feitas do mesmo número.
Nos contatos, ele voltou a usar o nome do médico e afirmou que seria necessário fazer um Pix para comprar remédios. A justificativa apresentada foi que o SUS levaria três dias para fornecer os medicamentos. Ao menos três pessoas receberam a abordagem, e uma delas fez a transferência.
A fraude foi percebida quando o suspeito solicitou um segundo pagamento. A nova operação, realizada por outra instituição bancária, não foi aceita. Só então a vítima entendeu que a cobrança não partia do hospital nem do sistema público de saúde.
A PM registrou o caso. O g1 procurou a Polícia Civil para perguntar se houve abertura de investigação e se algum suspeito foi identificado, mas aguardava resposta. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, também buscou um posicionamento do Hospital São Lucas e ainda não havia recebido retorno.
Em comunicado, a Secretaria de Estado da Saúde lembrou que o SUS oferece atendimento gratuito e não cobra por consultas, exames, cirurgias ou serviços de regulação.
Ocorrência anterior em Toledo
Quatro meses antes, Toledo, no oeste do Paraná, havia registrado uma situação semelhante envolvendo o nome do mesmo médico. Naquela ocasião, o criminoso também se apresentou como profissional de saúde e abordou pacientes internados em cuidados paliativos em unidades municipais.
O pedido era igualmente relacionado a transferências para a compra supostamente urgente de medicamentos. Depois do caso, a prefeitura publicou uma nota esclarecendo que unidades básicas, serviços de pronto-atendimento e hospitais públicos não têm autorização para exigir pagamentos “por fora” por consultas, remédios, exames ou procedimentos.
A recomendação divulgada pelo município é que qualquer tentativa de cobrança seja comunicada e conferida diretamente com a unidade de saúde, sempre por canais oficiais. A orientação vale mesmo quando a pessoa que faz o contato menciona o nome de um profissional ou apresenta dados do paciente.
Via Portal G1




