Em visita a Filipe Martins, Flávio Bolsonaro ataca Moraes e o chama de ‘laranja podre’

Crédito: G1 pr

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, esteve neste sábado (5) na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, para encontrar Filipe Martins. O compromisso levou o político a interromper a agenda de campanha.

Martins, que trabalhou como assessor de Jair Bolsonaro, permanece detido no Paraná. Pela tentativa de golpe de Estado, recebeu condenação de 21 anos de prisão.

Sergio Moro (PL), candidato ao governo paranaense, e Filipe Barros (PL), que disputa uma vaga no Senado, também foram ao presídio.

Depois da visita, Flávio conversou com jornalistas. Ao comentar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez críticas e o chamou de “laranja podre”. Ele também falou sobre a decisão de Moraes de interromper a aplicação da Lei da Dosimetria enquanto o STF não julga ações que contestam a norma.

Filipe Martins estava submetido à prisão domiciliar até 2 de janeiro deste ano. A medida foi substituída pela custódia na Cadeia Pública Hildebrando de Souza depois que ele teria violado a ordem cautelar que o impedia de utilizar redes sociais.

A prisão foi determinada por Moraes após uma denúncia sobre o suposto descumprimento. Conforme a informação anexada ao processo, Martins teria usado o LinkedIn para buscar perfis de terceiros. Na decisão, o ministro afirmou ainda que os advogados do réu admitiram a violação da restrição.

Durante a administração de Jair Bolsonaro, Martins exerceu a função de assessor especial para assuntos internacionais da Presidência. Em 16 de dezembro, a Primeira Turma do STF impôs a ele pena de 21 anos por cinco crimes:

  • tentar abolir o Estado Democrático de Direito, mediante violência ou grave ameaça, restringindo ou impedindo o funcionamento dos poderes constitucionais;
  • tentar retirar do cargo, com violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído;
  • destruir, inutilizar ou danificar patrimônio alheio com violência contra pessoa ou grave ameaça, quando pertencente à União, a Estado, ao Distrito Federal, a Município, a autarquia, a fundação pública, a empresa pública, a sociedade de economia mista ou a concessionária de serviço público, por motivo egoístico ou com prejuízo relevante à vítima;
  • promover, formar, financiar ou integrar organização criminosa, de forma direta ou por interposta pessoa, com participação de funcionário público;
  • destruir, inutilizar ou danificar bem protegido especialmente por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

O ex-assessor foi julgado com os demais integrantes do chamado “núcleo 2” da trama golpista. Outros cinco réus desse grupo também foram condenados. Segundo a acusação, os envolvidos integravam núcleos de uma organização criminosa que pretendia conservar Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota eleitoral.

Via Portal G1

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João Pedro Rafannelli

João Pedro Rafannelli acompanha os principais acontecimentos do Brasil, com foco em notícias, decisões, fatos relevantes e temas que impactam diretamente o dia a dia da população.