Dois fortes terremotos atingem Granada, deixam três feridos e provocam evacuação da Alhambra na Espanha

Dois terremotos de magnitude 5 e 4,7 atingiram Granada, no sul da Espanha, provocando danos materiais, deixando três pessoas levemente feridas e levando autoridades a adotarem uma série de medidas preventivas. O complexo monumental da Alhambra chegou a ser evacuado após o segundo tremor.

O primeiro abalo ocorreu à 1h04 da madrugada entre os dias 14 e 15 de agosto, com epicentro em Alhendín, na região metropolitana de Granada. O segundo foi registrado nesta terça-feira (18), às 10h37, com epicentro em Gójar.

Os tremores foram sentidos em pelo menos outras dez províncias espanholas, com relatos principalmente em Jaén, Málaga, Córdoba e Almería.

Primeiro terremoto foi seguido por várias réplicas

Depois do primeiro tremor, outras 15 réplicas de diferentes intensidades foram registradas na região.

As autoridades receberam relatos de desprendimento de partes de fachadas, danos em telhados e queda de objetos. Apesar dos estragos materiais, o primeiro terremoto não deixou vítimas.

O governo regional da Andaluzia ativou a fase de emergência, com nível operacional 1 do plano destinado ao risco sísmico, depois de mais de 200 chamadas recebidas pelo serviço de emergência 112.

Após o novo tremor desta terça-feira, cerca de 50 ligações foram feitas relatando danos em imóveis. Três pessoas tiveram ferimentos leves, entre elas um menor de idade que precisou ser encaminhado ao hospital.

Alhambra foi evacuada por precaução

Como medida preventiva, autoridades de Granada fecharam ao público prédios administrativos, museus e outras instalações públicas.

O complexo da Alhambra, um dos principais pontos turísticos da Espanha, também adotou medidas de emergência. Os Palácios Nasridas e a Alcazaba foram evacuados enquanto técnicos avaliavam a segurança das estruturas.

Serviços essenciais, unidades de saúde e equipes de emergência permaneceram funcionando normalmente.

O metrô de Granada reduziu a velocidade dos trens para 30 quilômetros por hora como medida de segurança.

Autoridades alertam para possibilidade de novas réplicas

O presidente regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, pediu máxima prudência à população e afirmou que especialistas consideram possível a continuidade da atividade sísmica e de novas réplicas.

A polícia orientou moradores a manterem a calma e evitarem permanecer próximos a fachadas e edifícios que possam apresentar risco de queda de detritos.

O nível operacional 1 continua ativo e um comitê de especialistas foi convocado para acompanhar a evolução da situação.

A administração municipal informou que as medidas adotadas têm caráter preventivo e foram definidas em conjunto com os serviços técnicos de emergência.

Granada está em uma das áreas sísmicas mais ativas da região

Granada está localizada em uma das áreas de maior atividade sísmica do Mediterrâneo ocidental.

A região integra as Cordilheiras Béticas e está ligada à dinâmica geológica do bloco de Alborán, que abrange parte do sul da Andaluzia, o Mar de Alborán e a cadeia montanhosa do Rif, no norte do Marrocos.

A atividade sísmica está relacionada à convergência entre as placas tectônicas africana e eurasiática. O movimento entre essas estruturas provoca deformações na crosta terrestre e acumula tensão em diferentes sistemas de falhas.

Quando essa tensão supera a resistência das rochas, ocorre uma liberação repentina de energia, produzindo os terremotos.

A área de Granada possui diversas estruturas geológicas ativas, o que permite a ocorrência de abalos de diferentes profundidades e intensidades. Por esse motivo, as autoridades continuam acompanhando a região após os dois fortes tremores registrados nos últimos dias.

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Gabriel Augusto Lemos

Gabriel Augusto Lemos acompanha acontecimentos internacionais, curiosidades e temas que ganham repercussão fora do Brasil, com foco em fatos relevantes e assuntos que ajudam a entender melhor o que acontece pelo mundo.