Muitas vezes chegamos em casa após um dia exaustivo e a primeira reação é abrir a geladeira sem nem pensar. Esse comportamento automático geralmente não tem relação com a necessidade de nutrientes mas sim com uma tentativa do cérebro de aliviar o estresse ou o cansaço. Esse fenômeno é conhecido como fome emocional e entender como ele funciona é o primeiro passo para retomar o equilíbrio na rotina alimentar.
Como identificar os sinais do corpo
A fome física costuma dar sinais graduais como o estômago roncando ou uma leve fraqueza. Ela é paciente e aceita diferentes tipos de alimentos. Já a vontade de comer emocional surge de forma urgente e muito específica. Geralmente o desejo é por alimentos ricos em açúcar ou gordura que proporcionam uma sensação imediata de prazer e conforto térmico ou psicológico.
De acordo com diretrizes de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, manter uma relação consciente com a comida é fundamental para o bem-estar mental. Quando a comida passa a ser a única ferramenta para lidar com sentimentos como tristeza ou tédio criamos um ciclo de culpa que pode prejudicar a saúde a longo prazo.
Estratégias para lidar com o impulso
Uma técnica que auxilia muito nesse processo é a pausa consciente. Antes de ceder ao impulso de atacar um doce ou pedir um delivery é indicado fazer uma parada de dois minutos. Durante esse tempo você pode observar se existe um desconforto físico real ou se o que você sente é apenas uma inquietação emocional. Nomear o sentimento como solidão ou preocupação ajuda o cérebro a processar a situação sem precisar do alimento como muleta.
Outra prática interessante é o chamado acordo de autocuidado. Antes de comer algo por impulso é indicado realizar uma ação simples de cinco minutos como beber um copo de água ou praticar uma respiração profunda. Essas pequenas ações quebram o automatismo e dão ao córtex pré-frontal a chance de assumir o controle das decisões novamente.
O papel do apoio e do acolhimento
É importante lembrar que o foco não deve ser apenas o peso ou restrições severas. Especialistas da USP e de outras instituições de referência reforçam que dietas radicais muitas vezes pioram a ansiedade. O caminho mais sustentável envolve o acolhimento e a compreensão das próprias emoções.
Se você percebe que esse comportamento é frequente buscar o auxílio de profissionais como psicólogos e nutricionistas pode ser transformador. Ter uma rede de apoio que não julga o prato mas sim pergunta sobre como foi o seu dia faz toda a diferença para quem busca uma vida mais leve e equilibrada com a balança e com a mente.
