Lidar com o cheiro forte nas axilas é uma situação que faz parte da rotina de quase todo mundo em algum momento da vida. O famoso cecê nada mais é do que o resultado da interação natural entre o nosso suor e as bactérias que habitam a pele. Quando esses microrganismos decompõem o líquido liberado pelas glândulas, ocorre a liberação de ácidos que geram aquele aroma desagradável que tanto incomoda no dia a dia.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia explicam que a região das axilas é um ambiente perfeito para esse processo. Por ser uma área quente, úmida e com pouca ventilação, ela favorece a proliferação bacteriana. Além disso, as glândulas apócrinas presentes no local produzem um suor mais denso, rico em proteínas e lipídios, que serve como verdadeiro banquete para as bactérias.
Fatores que pioram o cheiro nas axilas
A intensidade do odor varia drasticamente entre as pessoas por conta de fatores genéticos e hábitos cotidianos. O uso frequente de tecidos sintéticos, como o poliéster, é um dos grandes vilões. Essas fibras não permitem que a pele respire e acabam retendo o calor e a umidade, o que fixa o cheiro e acumula ainda mais microrganismos na roupa.
A nossa dieta também desempenha um papel fundamental nesse cenário. O consumo excessivo de alimentos como alho, cebola, curry e até o excesso de proteína animal e álcool pode alterar a composição química do suor. Quando o corpo processa esses itens, os compostos odoríferos são liberados pelos poros, intensificando a bromidrose axilar.
Quando o desodorante não é suficiente

É importante observar que o estresse e o peso corporal também influenciam na produção de suor. Em momentos de tensão, o corpo ativa glândulas que produzem um suor diferente, muitas vezes com odor mais carregado. Além disso, o uso incorreto de antitranspirantes pode mascarar o problema sem tratar a causa real da proliferação bacteriana.
Especialistas do Hospital Brasília alertam que se o cheiro persistir mesmo com a higiene adequada, é necessário buscar uma avaliação médica. Em alguns casos, o odor intenso pode ser sinal de infecções cutâneas específicas que exigem tratamento direcionado. O uso de sabonetes antissépticos ou ajustes na rotina de cuidados costuma ser indicado para equilibrar a microbiota da pele.
Cuidados práticos e prevenção
Para quem busca amenizar o problema, a escolha das roupas é o primeiro passo. Dar preferência ao algodão e outras fibras naturais ajuda o corpo a realizar a troca de calor de forma eficiente. Manter a depilação em dia também auxilia, já que os pelos retêm resíduos e facilitam a fixação das bactérias na região.
Ajustar a ingestão de condimentos fortes e manter a hidratação constante auxilia na diluição das substâncias eliminadas pelo suor. Se o impacto social do odor for grande, a consulta com um dermatologista é o caminho mais seguro para descartar quadros de hiperidrose ou outras condições médicas. Cuidar da saúde da pele é um ato de bem-estar que vai muito além da estética.
