Candidato do Novo ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol afirmou que pretende levar para Brasília propostas de endurecimento das leis contra o crime e a corrupção, maior fiscalização sobre autoridades e ampliação dos recursos federais destinados ao estado.
Ex-procurador da República e ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Dallagnol disse durante entrevista ao Grupo Tribuna que pretende usar a experiência de 18 anos no Ministério Público Federal como um dos principais argumentos de sua campanha.
Entre as medidas defendidas por ele estão aumento do tempo de cumprimento de penas para crimes graves, redução da maioridade penal, tratamento mais severo para crimes de corrupção e fim do foro privilegiado.
Deltan quer penas mais duras para crimes graves
Dallagnol afirmou que uma de suas prioridades no Senado será alterar leis que, na avaliação dele, permitem que condenados por crimes graves deixem a prisão cedo demais.
O candidato defende mudanças nas regras de progressão e cumprimento de penas e também voltou a apoiar a redução da maioridade penal.
Outra proposta mencionada foi enviar autores de feminicídio e abuso sexual para unidades de segurança máxima. Dallagnol também defendeu que crimes de corrupção passem a receber tratamento semelhante ao reservado aos crimes hediondos.
Ele ainda prometeu atuar pelo fim do foro privilegiado e argumentou que políticos e outras autoridades devem responder à Justiça sob regras semelhantes às aplicadas aos demais cidadãos.
Candidato defende maior controle do Senado sobre o STF
Outro eixo da candidatura apresentado por Dallagnol envolve a relação entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal.
Crítico de ministros da Corte, ele afirmou que pretende defender uma fiscalização mais rigorosa sobre integrantes do Judiciário e apoiar a abertura de processos de impeachment quando considerar que houve abuso de poder ou violação da lei.
Dallagnol também criticou o atual modelo em que cabe ao presidente do Senado decidir sobre o andamento desses pedidos. Segundo ele, uma possível mudança no regimento poderia ampliar a participação do conjunto dos senadores nessas decisões.
As críticas feitas pelo candidato a ministros do Supremo refletem sua avaliação política sobre decisões da Corte e foram apresentadas por ele durante a entrevista.
Dallagnol diz que fará oposição ao governo Lula sem rejeitar todos os projetos
Durante a entrevista, o candidato também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, mas disse que não pretende fazer uma oposição automática no Senado.
Segundo Dallagnol, sua intenção é votar contra propostas que considerar prejudiciais e apoiar iniciativas que, em sua avaliação, sejam positivas para o Paraná e para o país.
Ele associou parte de suas críticas ao governo a temas como corrupção, segurança pública, endividamento das famílias e dificuldades enfrentadas por empresas e pelo agronegócio.
Cassação do mandato voltou a ser mencionada
Dallagnol também falou sobre a cassação de seu mandato de deputado federal, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023.
Na entrevista, ele voltou a dizer que considera a decisão uma reação do que chama de “sistema” à sua atuação na Lava Jato. Essa é a interpretação apresentada pelo próprio candidato sobre o episódio.
Dallagnol afirmou ainda que pretende dar continuidade na política ao trabalho que desenvolveu no Ministério Público Federal e colocou o combate à corrupção e ao crime entre os principais temas de sua campanha.
Mais recursos federais para o Paraná estão entre as promessas
Além das pautas de segurança e fiscalização, o candidato afirmou que pretende buscar mais recursos da União para o Paraná.
Dallagnol disse que as prioridades seriam infraestrutura, segurança pública e saúde, principalmente hospitais regionais, atendimento especializado e unidades que atendem pacientes com câncer.
Ele também defendeu investimentos em tecnologia para as forças de segurança e o Ministério Público, incluindo ferramentas para análise de equipamentos eletrônicos, rastreamento financeiro e identificação facial.
Segundo o candidato, o uso dessas tecnologias poderia fortalecer investigações e ampliar a capacidade do poder público de identificar integrantes de organizações criminosas.
Dallagnol disputa uma vaga no Senado pelo Paraná e apresenta como principais eixos de campanha o endurecimento das leis penais, o combate à corrupção, a fiscalização de autoridades e a ampliação dos investimentos federais no estado.




