A tragédia ocorrida em um condomínio residencial em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, acende um alerta urgente sobre a segurança em áreas comuns. Uma menina de apenas 10 anos perdeu a vida após a queda de um pergolado de madeira.

O acidente aconteceu na tarde desta terça-feira e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Além da vítima fatal, outras quatro crianças ficaram feridas quando a estrutura desabou sobre elas. O cenário de lazer se transformou em um local de dor.

A vítima, identificada como Lorraine Rabelo, sofreu uma parada cardiorrespiratória no local. O pai da menina relatou que ela havia acabado de descer para brincar com o irmão e amigos. Mas o momento de diversão acabou em tragédia.

Segundo as informações oficiais, as crianças ficaram presas sob os escombros da estrutura. Uma das vítimas teve um trauma grave na bacia. Outras duas meninas foram levadas para a UPA de Vespasiano com ferimentos diversos.

Este caso levanta questões sérias sobre a manutenção predial e a responsabilidade das construtoras. A estrutura que deveria oferecer sombra e conforto falhou de forma fatal. Por isso, a perícia da Polícia Civil foi acionada imediatamente.

A segurança em playgrounds e áreas externas não pode ser negligenciada pelos síndicos e administradoras. De acordo com normas da ABNT, todas as estruturas de lazer devem passar por vistorias periódicas rigorosas para evitar o desgaste de materiais.

No caso de Vespasiano, o pergolado de madeira cedeu de forma brusca. A madeira é um material que exige tratamento contra umidade e cupins. Se a manutenção falha, a estrutura apodrece e coloca todos em risco iminente.

O desabafo do pai de Lorraine reflete o sentimento de revolta e impunidade. Ele destacou que a filha tinha apenas 10 anos e uma vida inteira pela frente. Então, fica o questionamento sobre quem garante a segurança desses espaços.

A construtora responsável pelo empreendimento, a LBX, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Mas a pressão por respostas aumenta a cada hora. A sociedade exige que os culpados pela negligência sejam devidamente punidos.

Morar em um condomínio fechado traz a falsa sensação de segurança total. Muitas vezes focamos apenas na portaria e nos muros. Mas o perigo pode estar escondido em uma viga mal fixada ou em um brinquedo sem manutenção adequada.

Especialistas em engenharia afirmam que estruturas de madeira expostas ao sol e chuva precisam de atenção redobrada. O uso de selantes e a verificação dos pontos de fixação são essenciais. Sem isso, o risco de desabamento é real.

A morte de uma criança em um ambiente que deveria ser seguro é inaceitável. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) costuma fiscalizar a responsabilidade técnica dessas obras. É preciso saber quem assinou o projeto e a execução.

As outras crianças feridas seguem sob observação médica. O trauma psicológico de presenciar a morte de uma amiga será difícil de apagar. Por isso, o apoio psicológico às famílias do condomínio se torna fundamental neste momento.

Esperamos que este episódio terrível em Minas Gerais sirva de lição para outros condomínios no Brasil. Não esperem o próximo acidente para revisar as condições dos parquinhos e áreas de convivência. A prevenção salva vidas preciosas.

A vida de Lorraine não voltará, mas a justiça precisa ser feita. A negligência com a infraestrutura urbana e residencial mata tanto quanto a violência nas ruas. O silêncio das empresas envolvidas apenas aumenta a indignação popular.

Fique atento aos sinais de desgaste no seu prédio. Rachaduras, madeira estufada ou parafusos soltos são sinais de alerta. Comunique o síndico imediatamente. Se nada for feito, denuncie aos órgãos de fiscalização municipal ou ao Ministério Público.

A segurança dos nossos filhos deve ser prioridade absoluta acima de qualquer custo de manutenção. O lucro das construtoras nunca pode valer mais que a vida de uma criança. Que a memória de Lorraine impulsione mudanças reais nas leis de segurança condominial.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.