Chuva leva empresas aéreas a limitar operações no aeroporto de Cascavel

Crédito: G1 pr

Empresas aéreas adotaram limites para pousos e decolagens no Aeroporto de Cascavel, no Oeste do Paraná, sempre que houver água na pista. A decisão veio após uma aeronave da Latam ultrapassar a área pavimentada durante o pouso ocorrido na segunda-feira, 31 de agosto.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Abear, classificou a providência como preventiva e temporária. Conforme a entidade, os voos no aeroporto continuam ocorrendo com absoluta segurança.

A previsão é que a limitação permaneça até a publicação das conclusões preliminares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Cenipa, responsável pela apuração. Com esse resultado, as companhias analisarão se serão necessárias medidas mitigadoras para os operadores aéreos e para o administrador aeroportuário.

A Abear afirma que, depois da definição dessas providências, o funcionamento deve retornar ao padrão habitual. A associação não detalhou quais ações poderiam ser adotadas, já que essa decisão dependerá do diagnóstico inicial da investigação.

O Cenipa examina o incidente registrado em 31 de agosto. A aeronave da Latam já passou por avaliação dos investigadores, que também reuniram informações para estudar o episódio e identificar suas causas.

A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, consultou a Transitar, autarquia que administra o Aeroporto de Cascavel, sobre as limitações aplicadas em situações de pista molhada. A entidade disse não ter recebido comunicado oficial determinando restrições ao aeroporto.

Segundo a Transitar, durante o incidente a superfície estava molhada, porém permanecia de acordo com os padrões de segurança exigidos pela aviação civil. A autarquia acrescentou que o aeroporto segue homologado e em funcionamento regular.

A responsável pelo terminal também explicou que cada empresa tem autonomia para estabelecer critérios mais severos para pousos e partidas durante a chuva. Dessa forma, as limitações adotadas pelas companhias não correspondem a uma ordem oficial encaminhada ao aeroporto.

A política preventiva deverá vigorar enquanto o Cenipa não divulgar seu resultado preliminar. Depois dessa etapa e da eventual implementação de medidas mitigadoras, as empresas avaliarão a retomada da operação normal sob pista molhada.

Via Portal G1

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João Pedro Rafannelli

João Pedro Rafannelli acompanha os principais acontecimentos do Brasil, com foco em notícias, decisões, fatos relevantes e temas que impactam diretamente o dia a dia da população.