Homem é preso por tentativa de feminicídio contra ex-companheira no Paraná
Um crime de extrema violência chocou a cidade de Antônio Olinto, no sul do Paraná. Um homem de 47 anos, com a ajuda de um parente e um amigo, é suspeito de ter agredido brutalmente sua ex-companheira, de 38 anos, e a jogado em um rio. A mulher, apesar da gravidade das agressões, conseguiu sobreviver e pedir ajuda.
O ataque ocorreu há cerca de 20 dias, mas a notícia veio à tona com as prisões dos envolvidos. A Polícia Civil agiu rapidamente para capturar os suspeitos e desvendar os detalhes chocantes desse caso de tentativa de feminicídio, que demonstra a crueldade utilizada pelos agressores.
A vítima, após ser violentamente espancada, teve forças para buscar socorro, o que foi crucial para sua sobrevivência e para a elucidação do crime. A investigação segue para entender todos os pormenores da ação e garantir a punição dos responsáveis.
Perseguição e agressão violenta culminaram no rio
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o ex-companheiro e os dois cúmplices, de 26 e 32 anos, perseguiram a vítima na rua. Eles a colocaram à força dentro de um carro e iniciaram um espancamento violento. A mulher foi agredida repetidamente.
Após as agressões iniciais, o trio transportou a vítima até um rio. No local, eles a colocaram em um bote e continuaram as agressões, utilizando um remo de madeira para atingi-la. Finalmente, a jogaram na água, em um ato de extrema crueldade.
Prisões e indiciamento por tentativa de feminicídio
O ex-companheiro da vítima e um dos homens que o auxiliou foram presos em flagrante logo após o crime. O terceiro suspeito foi capturado nesta sexta-feira, após a Polícia Civil solicitar sua prisão preventiva. Os três permanecem detidos.
Eles foram indiciados por tentativa de feminicídio. A qualificadora se deu pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo uso de meio cruel, evidenciando a brutalidade da ação.
Suspeitos negam participação ou alegam coação
Em depoimento à polícia, o ex-companheiro e um dos suspeitos presos em flagrante negaram qualquer envolvimento ou conhecimento dos fatos. O terceiro envolvido alegou ter presenciado a ação, mas sem participação ativa, afirmando ter sido coagido a acompanhar os outros e a iluminar a cena com uma lanterna no rio.
No entanto, a Polícia Civil desmentiu essa versão, tanto pela investigação quanto pelo relato da própria vítima. A força policial reafirmou que os elementos colhidos apontam para a participação ativa dos três no crime. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.
Fonte: g1.globo.com
