O mercado de carros no Brasil está passando por uma mudança que pouca gente imaginava ver tão cedo. Se você andou pelas ruas nos últimos meses, com certeza notou um monte de carrinhos diferentes com o logo da BYD. Não é impressão sua.

A marca chinesa que foca em modelos elétricos e híbridos deu um salto gigantesco e fechou dezembro de 2025 como a segunda montadora que mais vendeu para pessoas físicas no país. Isso significa que, na hora de tirar o dinheiro do próprio bolso para comprar um carro novo, o brasileiro colocou a BYD na frente de gigantes como Fiat, GM e Toyota.

O modelo que mais puxou essa fila foi o Dolphin Mini, um carro pequeno que caiu no gosto do povo por ser tecnológico e ter um preço que bate de frente com modelos populares que ainda usam motor comum.

A revolução dos carros feitos na Bahia

Um dos grandes segredos desse sucesso estrondoso é que a BYD não está apenas trazendo carros de fora. Ela fincou o pé em solo brasileiro com a fábrica de Camaçari, na Bahia. Em pouquíssimo tempo, a linha de montagem já colocou milhares de veículos nas ruas. Produzir aqui dentro muda tudo.

O ritmo é intenso e sai um carro pronto por minuto. Isso ajuda a marca a ter mais estoque e a conseguir preços mais competitivos para brigar com as marcas que estão aqui há décadas.

Além de vender para quem quer um carro de passeio, a empresa abriu os olhos para os pequenos empresários, taxistas e produtores rurais. Com uma estratégia de venda direta para quem tem CNPJ, o crescimento foi de mais de trezentos por cento em poucos meses. O raciocínio do dono de negócio é simples.

Ele faz a conta de quanto vai economizar rodando com eletricidade ou com um sistema híbrido e percebe que o lucro aumenta. É a tecnologia ajudando quem trabalha duro no dia a dia.

O que esperar para o futuro das ruas

A BYD não quer parar por aqui e já avisou que o objetivo é liderar o mercado todo até o final da década. Para o motorista comum, isso é excelente porque força a concorrência a se mexer. Quando uma marca nova chega oferecendo muita tecnologia por um preço menor, as marcas tradicionais são obrigadas a baixar os preços ou melhorar os equipamentos de seus carros. No fim das contas, quem ganha é o seu bolso e a sua garagem.

Cidades como Maceió, Brasília e Salvador já colocaram a marca no topo das vendas. Isso mostra que a rede de lojas está crescendo rápido e chegando em todos os cantos. Se antes ter um carro elétrico parecia coisa de filme de ficção científica ou luxo para poucos, hoje ele está virando uma opção real para a classe média brasileira. O ano de 2026 promete ser ainda mais agitado, com novos modelos saindo da fábrica baiana e mais pontos de recarga espalhados pelas estradas. O mercado mudou e o ronco do motor agora está dando lugar ao silêncio da bateria.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016. Atua como redatora, editora e web designer.