A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra os candidatos à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, por declarações e conteúdos que, segundo o partido, associam Lula ao crime organizado e ao narcotráfico.
As ações fazem parte de uma ofensiva jurídica da coligação petista contra adversários na disputa presidencial de 2026. Em outro processo, a campanha também pediu a cassação do registro da chapa de Flávio Bolsonaro por causa de sua participação na Festa do Peão de Barretos.
PT contesta declarações de Ronaldo Caiado
No caso de Ronaldo Caiado, a campanha de Lula pede que a Justiça Eleitoral impeça a divulgação de declarações feitas pelo candidato durante entrevista à Globo e posteriormente reproduzidas em suas redes sociais.
Caiado afirmou que o narcotráfico estaria concentrado na Amazônia “com a conivência do presidente Lula, do governo federal”.
O candidato também declarou que “narcotráfico e o PT sempre foram a vida umbilical” e chamou Lula de “o grande agiota no Brasil”.
Para o PT, essas falas ultrapassam os limites da crítica política, atingem a honra e a imagem do presidente e divulgam informações falsas.
As declarações são acusações feitas por Caiado e não significam comprovação de participação de Lula ou do governo federal em atividades relacionadas ao narcotráfico.
Vídeo com inteligência artificial está no centro da ação contra Zema
A representação contra Romeu Zema envolve um vídeo produzido com inteligência artificial que associa a imagem de Lula à palavra “bandido” e apresenta a frase “Devemos chamar a polícia?”.
Segundo a federação formada por PT, PV e PC do B, o material foi publicado em diferentes redes sociais, alcançou cerca de 19,6 milhões de visualizações e acabou sendo reproduzido por Zema.
O vídeo teria sido divulgado inicialmente por Flávio Bolsonaro e pelo vereador Lucas Pavanato, do PL.
Partidos pedem retirada do conteúdo
Na ação contra Zema, os partidos pedem ao TSE que determine a retirada do vídeo das redes sociais e impeça novas republicações do material.
A coligação também solicita a aplicação de multa caso uma eventual decisão judicial seja descumprida.
Os pedidos ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral e, até o momento, não representam decisão definitiva sobre a legalidade das declarações ou dos conteúdos questionados.




