O BNDES anunciou oficialmente a aprovação de um financiamento de R$ 148,5 milhões destinado à construção de uma nova usina de biometano em Toledo, na região oeste do Paraná. O projeto, liderado pela empresa Bioo, faz parte de um investimento total de R$ 196 milhões e visa fortalecer a produção de energia renovável e a economia circular no setor industrial e agrícola do estado.
Apuramos que os recursos são provenientes do Fundo Clima, com R$ 101,5 milhões, e da linha Finem, que contribuiu com R$ 47,1 milhões. O objetivo central é transformar resíduos orgânicos em combustível limpo, substituindo o uso de gás natural de origem fóssil. A nova unidade terá capacidade para produzir 11 milhões de metros cúbicos de biometano por ano.
Impacto ambiental e redução de poluentes
De acordo com os dados técnicos do projeto, a operação da usina deve evitar a emissão de aproximadamente 80 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera anualmente. O biometano é gerado através da decomposição de resíduos em biodigestores, um processo que impede que o gás metano — altamente poluente — seja liberado diretamente no meio ambiente.
Além da questão climática, a planta industrial utilizará tecnologia de purificação que permite que o combustível seja integrado à infraestrutura de gás já existente no país. Isso facilita o abastecimento de frotas logísticas, indústrias e o setor agrícola sem a necessidade de grandes adaptações técnicas em veículos ou máquinas.
Geração de empregos e economia regional
Nossa equipe verificou que o empreendimento trará um impacto direto no mercado de trabalho da região de Toledo. Durante a fase de construção, a previsão é de que sejam criados 210 empregos diretos e indiretos. Após a inauguração e o início das atividades, cerca de 90 postos de trabalho permanentes deverão ser mantidos na unidade.
O investimento impulsiona o desenvolvimento do oeste paranaense, transformando a cidade em um polo de inovação energética. A expectativa é que o projeto atraia novos fornecedores e estimule a capacitação técnica de profissionais em áreas como engenharia ambiental e gestão de energia.
Ciclo de economia circular e subprodutos
Um dos pontos de destaque da nova usina é o aproveitamento integral dos resíduos. Além do biometano, o processo produtivo vai gerar fertilizantes orgânicos que serão distribuídos para a agricultura local. Outro subproduto será o CO2 biogênico, que, após purificação, poderá ser utilizado pela indústria de bebidas, substituindo insumos de origem fóssil.
O Portal Catanduvas em Foco destaca que a estrutura societária da unidade conta com a Bioo Paraná Holding S.A. e participação da BNDESPar. O projeto reforça a tendência de transição energética no Brasil, unindo a preservação ambiental com a viabilidade econômica e o desenvolvimento social sustentável.
