Uma campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite será realizada de 6 a 31 de agosto, com distribuição de mais de 140 mil doses ao Amapá. Desse total, cerca de 70 mil serão destinadas à capital, Macapá.
A mobilização foi anunciada após o registro de centenas de casos confirmados de sarampo no país. A doença não era registrada no Brasil desde 2014, mas voltou a preocupar autoridades sanitárias, especialmente por causa do surto identificado na região Norte.
Embora não houvesse caso confirmado no Amapá no momento da divulgação, o cenário regional aumentou a procura por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. Famílias passaram a buscar a atualização da proteção das crianças, inclusive antes do início oficial da campanha.
A arte-educadora Márcia Galvão levou a filha, Ana Letícia, a uma unidade de saúde para manter a caderneta da menina em dia. Para ela, a prevenção é necessária diante do retorno da doença.
“É muito importante se imunizar, principalmente contra o sarampo. Toda mãe fica preocupada quando uma doença como essa volta com tanta força. Mesmo sabendo que não teve nenhum caso aqui, no Amapá, a gente tem que se prevenir”, afirmou.
Entre as dúvidas que circulavam na época estava a ideia de que pessoas já vacinadas precisariam renovar a imunização. O Ministério da Saúde informou que a vacina contra o sarampo não tem prazo de validade. Portanto, quem recebeu as doses previstas não precisa repetir a aplicação por esse motivo.
Já quem não tem certeza sobre o próprio histórico de vacinação deve procurar um serviço de saúde. Segundo a orientação ministerial, receber uma dose adicional, quando não há confirmação do registro anterior, não causa prejuízo à saúde.
A imunização contra o sarampo permanece disponível na rede pública durante todo o ano, independentemente de campanhas. A formulação mais usada é a tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba. Existe ainda a tetra viral, que acrescenta a proteção contra varicela.
O esquema indicado prevê duas doses, aplicadas com intervalo de um a dois meses. Para crianças, a primeira aplicação ocorre entre 12 e 15 meses de vida, com intervalo específico maior em relação às demais situações previstas no calendário.
Em Macapá, a coordenação de imunização estabeleceu como objetivo alcançar pelo menos 95% das crianças com um ano completo até aquelas com menos de cinco anos. A faixa etária definida deve ser atendida mesmo quando a criança já tiver recebido alguma dose anteriormente.
A coordenadora municipal de imunização, Jorsette Cantuária, explicou que a campanha foi planejada para esse público infantil. Não estava prevista uma ação específica voltada a adultos durante o período de mobilização.
Para os adultos, a recomendação é seguir a vacinação de rotina do calendário nacional e conferir se a caderneta está atualizada. A orientação vale mesmo com a realização da campanha destinada às crianças.
O envio das vacinas ao estado foi apresentado como parte da resposta do Ministério da Saúde ao avanço da doença no país e ao risco de circulação do vírus na região Norte. A estratégia combina a campanha concentrada em agosto com a oferta regular dos imunizantes nas unidades públicas.
As autoridades reforçaram que a proteção não deve ser interrompida por informações compartilhadas sem confirmação em redes sociais ou grupos de conversa. A verificação da caderneta e a busca por orientação nos serviços de saúde são as medidas indicadas para esclarecer dúvidas sobre doses anteriores.
Via Portal G1

