Advogado suspeito de matar médica no Paraná é exonerado de cargo público horas após crime

Crédito: G1 pr

João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é suspeito de assassinar a esposa, Gassi Mazia, de 37 anos, no apartamento onde os dois moravam, em Maringá, no Norte do Paraná. O crime aconteceu na noite de sábado (5). João é advogado e ocupava o cargo de assessor jurídico na Procuradoria-Geral de Marialva, município localizado a 17 quilômetros de Maringá.

A exoneração foi publicada no início da madrugada de domingo (6), poucas horas depois do assassinato. O cargo era de provimento em comissão. Segundo a definição apresentada na reportagem, esse tipo de função não exige concurso público, pois é ocupado mediante nomeação.

Gassi também era servidora pública. Ela trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade situada a sete quilômetros de Maringá. A vítima foi identificada após o crime.

João foi preso em flagrante no sábado, suspeito do crime de feminicídio. No domingo, a prisão preventiva foi decretada. Depois de ser localizado, ele foi internado em um hospital e permaneceu sob escolta policial.

A investigação apurou que, depois da morte de Gassi, o advogado saiu sozinho dirigindo e foi até o pátio da casa de uma familiar, em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá. Moradores acionaram a Polícia Militar assim que viram João no local. Ele apresentava diversos ferimentos.

A familiar foi ouvida pelo delegado responsável pelo caso. No depoimento, relatou que João confessou o assassinato ao chegar à residência. Conforme o relato, ele não forneceu detalhes sobre a maneira como o crime ocorreu. Disse apenas que havia matado a esposa.

A Polícia Militar encontrou o suspeito ainda dentro do carro. Ele tinha machucados no pescoço. João recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio e foi encaminhado a um hospital, onde ficou internado sob custódia policial.

Gassi foi encontrada morta por outro familiar, que havia sido informado sobre o assassinato e foi até o apartamento. Essa pessoa também pegou o filho do casal, um bebê de oito meses. A criança tinha sido deixada sozinha no imóvel por João.

Quando os policiais chegaram ao endereço, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já havia confirmado a morte da mulher. O bebê estava com a família. De acordo com a Polícia Militar, ele não tinha ferimentos.

Não há informação sobre quanto tempo a criança permaneceu sozinha no apartamento. Também não foram divulgados detalhes sobre a dinâmica do crime.

O boletim de ocorrência registra que havia três facas ao lado da vítima. O delegado Adriano Garcia informou que ela aparentava ter aproximadamente dez marcas de golpes. A reportagem não apresenta uma conclusão sobre qual arma teria sido utilizada nem descreve a sequência dos acontecimentos.

A Prefeitura de Marialva divulgou uma nota sobre o caso e afirmou que toda a equipe estava “consternada” com a situação.

A Prefeitura de Sarandi também publicou uma nota de pesar pela morte de Gassi. No texto, manifestou “repúdio a toda forma de violência contra todas as mulheres”.

O g1 procurou a defesa de João, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Via Portal G1

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João Pedro Rafannelli

João Pedro Rafannelli acompanha os principais acontecimentos do Brasil, com foco em notícias, decisões, fatos relevantes e temas que impactam diretamente o dia a dia da população.