Galeão arrematado por R$ 2,9 bilhões pela espanhola Aena em leilão histórico na B3
O Aeroporto Internacional do Galeão – Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, foi oficialmente vendido nesta segunda-feira (30) por R$ 2,9 bilhões. O valor representa um expressivo ágio de 210,88% sobre o lance mínimo estabelecido, que era de R$ 932 milhões. A grande vencedora do certame foi a espanhola Aena, que apresentou a proposta mais vantajosa.
A Aena, já com forte presença no Brasil, demonstrou sua força ao superar outras duas concorrentes de peso. A empresa, que atualmente administra aeroportos como Congonhas (SP), Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju, mostrou sua estratégia de expansão no setor aéreo brasileiro. A competição foi acirrada, culminando em uma etapa final de lances em viva-voz.
O leilão, realizado na B3, em São Paulo, foi conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Anac, com a participação do ministro Silvio Costa Filho. A venda assistida visa modernizar a gestão e o reequilíbrio econômico-financeiro do aeroporto, que é uma importante porta de entrada para turistas no país. Conforme informação divulgada, o aeroporto do Galeão registrou a movimentação de cerca de 18 milhões de passageiros em 2023, correspondendo a 13% do tráfego aéreo nacional.
Aena supera Zurich Airport e RIOgaleão em disputa acirrada
A disputa pelo controle do Galeão foi intensa, especialmente entre a Aena e a Zurich Airport. Na primeira etapa do leilão, que consistiu na apresentação de envelopes com propostas fechadas, ambas as empresas apresentaram exatamente o mesmo valor: R$ 1,5 bilhão. Essa igualdade levou a decisão para a fase de lances em viva-voz, onde a Aena conseguiu apresentar a oferta superior.
A RIOgaleão, atual concessionária do aeroporto, participou da disputa, mas sua oferta inicial na abertura de envelopes foi de R$ 934.045.874,00, valor inferior às propostas das concorrentes. A RIOgaleão é atualmente controlada pela Vinci Airports (70%) e Changi Airports (30%).
Novos compromissos e saída da Infraero
Com a arrematação, a Aena assume o controle total do Galeão. A Infraero, que detinha 49% da operação, deixará o negócio. Além do valor pago, a concessionária vencedora terá o compromisso de pagar à União uma contribuição variável anual. Essa contribuição corresponderá a 20% do faturamento bruto da concessão, estendendo-se até o ano de 2039.
Modelo de venda assistida e futuro do Galeão
O certame foi realizado sob o modelo de venda assistida, uma solução elaborada em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo é promover a modernização regulatória e garantir o reequilíbrio econômico-financeiro do aeroporto. O Galeão é fundamental para a malha aérea doméstica e internacional, sendo um dos principais pontos de conexão para turistas que visitam o Brasil.
Fonte: Agência Brasil
