Bolsa Família libera pagamento para NIS final 9 nesta segunda-feira (30) com valor médio elevado
A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 30 de março, o pagamento da parcela de março do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas com os adicionais, o valor médio pago neste mês chega a R$ 683,75.
O programa, que é uma iniciativa do Governo Federal, prevê alcançar aproximadamente 18,73 milhões de famílias em março, com um investimento total de R$ 12,77 bilhões. A divulgação dessas informações foi feita pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Acompanhe os detalhes sobre os valores, os adicionais e as novas regras do programa que impactam diretamente o bolso de milhões de brasileiros. O Bolsa Família continua sendo um pilar fundamental de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade no Brasil.
Entenda os adicionais que elevam o valor do Bolsa Família
Além do valor base de R$ 600, o Bolsa Família oferece diversos adicionais que visam atender às necessidades específicas de cada família. O **Benefício Variável Familiar Nutriz**, por exemplo, garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês com até seis meses de idade, auxiliando na alimentação do recém-nascido.
Há também um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que estão amamentando). Para as famílias com crianças e adolescentes, o benefício contempla com R$ 50 para cada filho entre 7 e 18 anos, e um valor mais robusto de R$ 150 para cada criança de até 6 anos de idade.
Esses adicionais são fundamentais para que o programa atenda de forma mais completa às demandas de cada núcleo familiar, garantindo que as crianças recebam o suporte nutricional e de desenvolvimento necessário.
Como consultar o benefício e novas regras implementadas
O pagamento do Bolsa Família segue o calendário tradicional, ocorrendo nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem verificar as datas de pagamento, o valor exato do benefício e a composição das parcelas através do aplicativo **Caixa Tem**, que gerencia as contas poupança digitais da Caixa.
É importante destacar que, desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais o desconto do Seguro Defeso. Essa mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que reintroduziu o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso era destinado a pescadores artesanais que ficavam impossibilitados de trabalhar durante o período de reprodução dos peixes, a piracema.
Regra de Proteção: apoio contínuo para famílias em transição
Em março, cerca de 2,35 milhões de famílias se encontram sob a **Regra de Proteção** do Bolsa Família. Essa medida permite que famílias cujos membros conquistam empregos e melhoram sua renda continuem recebendo metade do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
O valor médio do benefício para essas famílias em março está em R$ 368,97. Uma alteração importante foi feita para 2025, reduzindo o tempo de permanência na regra de proteção de dois para um ano, mas essa mudança só afetará novas famílias a partir de junho de 2025. Aquelas que já se enquadraram na regra até maio de 2025, continuarão com o benefício por dois anos.
Pagamento unificado em cidades afetadas por desastres
Em situações emergenciais, o pagamento do Bolsa Família pode ser unificado. No último dia 18, beneficiários de 171 cidades em nove estados receberam o pagamento independentemente do NIS. Essa antecipação beneficiou municípios no Rio Grande do Norte (126 cidades) afetados pela seca, e cidades mineiras como Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, impactadas por enchentes.
Outros estados que tiveram cidades com pagamento antecipado incluem Amazonas (3), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9). Essas localidades foram escolhidas por enfrentarem chuvas intensas, estiagens prolongadas ou por abrigarem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista completa dos municípios pode ser consultada no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Fonte: Caixa Econômica Federal
