Obra de arte desaparecida em Curitiba é encontrada em local inesperado mais de dois meses após o sumiço.
Uma pintura furtada de dentro da Soma Galeria, em Curitiba, durante uma festa de Réveillon, foi misteriosamente devolvida ao local mais de dois meses após o incidente. A obra, intitulada “A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)”, é do renomado artista contemporâneo brasileiro Gustavo Magalhães.
A descoberta ocorreu na última quarta-feira, 18 de janeiro, quando a equipe da galeria encontrou a pintura no banheiro do estabelecimento. O furto havia sido notado no dia 3 de janeiro, quando Malu Meyer, proprietária da galeria, retornou ao espaço após a celebração de Ano Novo.
A proprietária registrou um Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil iniciou uma investigação, que agora foi arquivada com a localização da peça. A devolução anônima da obra gerou surpresa e alívio, tanto para a galerista quanto para o artista, que já havia dado a peça como perdida. Conforme informação divulgada pela Soma Galeria.
A Devolução Surpreendente em Um Local Inusitado
A pintura reapareceu em um local completamente inesperado: o banheiro da própria galeria. Malu Meyer, proprietária da Soma Galeria, relatou que a obra foi localizada após uma festa realizada no local para a exibição do Oscar. A equipe da galeria encontrou a pintura na quarta-feira, dia 18 de janeiro, mais de dois meses após o furto ter ocorrido na virada do ano.
A Obra e Seu Significado para o Artista
“A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)” é uma peça de grande importância para Gustavo Magalhães, sendo considerada por ele um trabalho seminal para sua trajetória artística. A obra faz parte de uma pesquisa do artista em torno da noção de “pele da pintura”, onde ele desenvolve pinturas com espessas camadas de tinta a óleo que são manipuladas após uma secagem superficial. A peça furtada foi uma das primeiras em que ele aprimorou essa técnica.
O Sumiço e a Esperança da Devolução
Malu Meyer percebeu a ausência da pintura no dia 3 de janeiro, ao retornar à galeria após a festa de Ano Novo. A obra, com cerca de 22×16,5 centímetros, estava exposta em uma parede junto a outros trabalhos. Fotos tiradas durante a festa indicavam que a pintura esteve no local até por volta das 5h da manhã do dia 1º de janeiro, mas desapareceu em registros posteriores.
Na época do sumiço, tanto Meyer quanto Magalhães fizeram um apelo para a devolução da obra, mesmo que anonimamente. Havia o receio de que a pessoa que a levou pudesse se desfazer dela de forma inadequada por desespero. “Eu esperava que um dia ela fosse devolvida, eu tinha essa certeza de que a pessoa não ia jogar fora. Eu olhava todo dia a caixinha do correio, chegava aqui com uma ansiedade”, comemorou Meyer.
Investigação Arquivada Após a Localização
Com o desaparecimento da pintura, a proprietária registrou um Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil iniciou as investigações. A obra foi devolvida sem qualquer bilhete ou identificação do responsável. A polícia arquivou o caso após a localização da peça. A proprietária da galeria expressou alívio e surpresa com a devolução, enquanto o artista, que já havia começado a produzir outra obra, demonstrou satisfação por sua peça seminal ter sido recuperada. Fonte: Soma Galeria
