Se você consome várias porções de frutas e vegetais todos os dias e evita alimentos ultraprocessados, saiba que já está no caminho das novas diretrizes dietéticas. A orientação divulgada recentemente mantém conselhos anteriores e abre espaço para a visão de Robert F. Kennedy Jr. dentro do movimento para tornar a América saudável novamente. O foco agora é priorizar alimentos integrais, gorduras saudáveis e um consumo mais elevado de proteínas, limitando drasticamente o açúcar e os conservantes.

Especialistas divergem sobre a nova pirâmide invertida

A doutora Marion Nestlé, professora emérita de nutrição na Universidade de Nova York, afirma que existem pontos positivos que podem fazer a diferença na saúde pública. No entanto, ela alerta que outras partes da orientação são inconsistentes e ideológicas. A mudança mais visível é a pirâmide alimentar invertida, que altera a prioridade dos grupos alimentares.

Agora, a pirâmide está de volta com proteínas e gorduras de origem animal ocupando o mesmo espaço de vegetais e frutas no topo do gráfico.

O impacto das carnes e gorduras na saúde do coração

O doutor Walter Willett, professor em Harvard, critica a ênfase exagerada em laticínios e carnes. Segundo ele, as evidências científicas mostram que fontes vegetais de proteína como nozes e soja reduzem o risco de doenças cardiovasculares quando comparadas à carne vermelha. Apesar disso, as novas diretrizes incentivam o consumo de uma variedade de alimentos fibrosos, incluindo grãos integrais, sementes e legumes.

A doutora Alison Steiber, diretora da Academia de Nutrição e Dietética, considera esse incentivo aos alimentos integrais um objetivo digno. Ela ressalta que adultos devem consumir entre 22 e 34 gramas de fibra diariamente para manter um microbioma saudável. No entanto, Marion Nestlé observa com preocupação que a recomendação diária de frutas e vegetais foi reduzida quase pela metade nesta nova atualização.

Nova pirâmide alimentar coloca carnes e laticínios no topo

Alimentos ultraprocessados devem ser evitados

As diretrizes reforçam a necessidade de reduzir o consumo de produtos industrializados. Estudos ligam alimentos ultraprocessados ao diabetes tipo dois, obesidade e declínio cognitivo.

Esses produtos costumam ser ricos em calorias e pobres em fibras, utilizando aditivos para aumentar o frescor e a textura. Especialistas sugerem que os consumidores leiam atentamente os rótulos e percebam como esses alimentos afetam a saciedade.

Orientações sobre sódio e consumo de álcool

O limite recomendado de sódio permanece em 2.300 miligramas por dia para maiores de 14 anos. O uso de temperos naturais e ervas é a melhor alternativa para manter o sabor sem prejudicar a pressão arterial.

Sobre os açúcares adicionados, a recomendação da American Heart Association é limitar o consumo a menos de 6% das calorias diárias.

Quanto ao álcool, a orientação atualizada aconselha minimizar o consumo de forma geral. A aplicação dessas regras pode variar conforme o estado de saúde e as metas de cada indivíduo. Por isso, consultar um nutricionista ou médico é fundamental antes de realizar mudanças drásticas na rotina alimentar.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.