O café deixou de ser apenas um hábito matinal para se tornar um objeto de estudo rigoroso da ciência moderna. Com mais de 2 bilhões de xícaras consumidas diariamente, a bebida é a substância psicoativa mais popular do planeta.

Mas a pergunta que ecoa nos consultórios médicos é: o hábito faz bem ou mal? A resposta curta é que o café é um aliado poderoso, desde que você não ignore os limites biológicos do seu corpo.

O bloqueio cerebral que gera energia

A mágica acontece porque a cafeína engana o cérebro. Segundo estudos da Universidade de Harvard, ela bloqueia os receptores de adenosina, a substância responsável por sinalizar o cansaço ao sistema nervoso.

Ao impedir esse relaxamento, o café mantém o estado de alerta, melhora o foco e até eleva o humor. Além disso, a bebida é rica em antioxidantes, como o ácido clorogênico, que combatem a inflamação celular.

Proteção contra Parkinson e Diabetes

Dados publicados na revista científica Neurology indicam que o consumo moderado pode reduzir em até 40% o risco de Parkinson. O efeito neuroprotetor da cafeína ajuda a preservar os neurônios contra o desgaste progressivo.

Já a Escola de Saúde Pública de Harvard associa o café à redução do risco de diabetes tipo 2. Os componentes bioativos da planta melhoram a sensibilidade à insulina, ajudando o corpo a processar o açúcar de forma mais eficiente.

A linha tênue entre o benefício e o risco

Onde mora o perigo? No excesso. Órgãos reguladores como a Anvisa no Brasil e a FDA nos Estados Unidos estabelecem um limite de 400 mg de cafeína por dia para adultos saudáveis.

Isso equivale a cerca de 4 a 5 xícaras de café coado. Ultrapassar essa marca pode transformar o benefício em pesadelo, causando insônia, taquicardia e crises de ansiedade.

Cuidado com as doses invisíveis

É preciso lembrar que a cafeína não está apenas no espresso. Chás, refrigerantes e, principalmente, energéticos somam-se à conta diária. Um único energético de 250ml pode conter 80 mg de cafeína.

Para gestantes e crianças, a recomendação médica é de cautela redobrada ou abstinência. A sensibilidade aos estimulantes varia, e o que é produtivo para um pode ser tóxico para outro.

O veredito do especialista

Beber café é, em última análise, um exercício de equilíbrio. A ciência prova que a bebida protege o coração e a mente, mas ela não substitui o descanso real.

Use o café como uma ferramenta de performance e saúde, nunca como uma muleta para mascarar a privação de sono. O segredo da longevidade está na xícara moderada, não na cafeteira cheia.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.