O desperdício de alimentos é um dos maiores vilões do orçamento doméstico no Brasil. Entre os itens que mais sofrem com o descarte precoce, as hortaliças lideram a lista devido à alta sensibilidade.
Mas uma técnica de armazenamento baseada em controle de umidade promete manter a alface fresca por até 15 dias. O método foca em combater a oxidação e a proliferação de microrganismos nas folhas.
O processo começa separando folha por folha, descartando as que já apresentam sinais de decomposição. O molho em solução de vinagre de maçã ou hipoclorito deve durar cerca de 20 minutos.
Após esse período, o enxágue em água potável é fundamental para remover resíduos químicos. Mas é após essa etapa que a maioria das pessoas comete o erro que apodrece a verdura.

Guardar a alface ainda molhada é o caminho mais rápido para o lixo. A água acumulada entre as folhas acelera o processo de autólise, onde as células do vegetal se rompem e apodrecem.
O uso de uma centrífuga de saladas é a ferramenta mais eficaz para garantir que a folha fique seca. Na falta do aparelho, o uso de papel toalha para secar cada folha individualmente é a alternativa.
O objetivo é que a folha esteja visualmente seca, mas ainda mantenha sua hidratação interna. É esse equilíbrio que sustenta a crocância por duas semanas dentro do refrigerador.
O segredo do armazenamento em camadas

A escolha do recipiente define o sucesso da estratégia. Potes de vidro ou plástico hermético são ideais, desde que sejam largos o suficiente para não amassar a estrutura das folhas.
A técnica vencedora consiste em intercalar camadas de alface com folhas de papel toalha. O papel atua como um regulador, absorvendo a umidade residual que a folha libera naturalmente.
Ao selar o pote, impede-se que o ar frio e seco da geladeira queime a verdura. A temperatura ideal deve ficar em torno de 10°C, geralmente encontrada na gaveta de legumes ou prateleiras baixas.
Embora o congelamento funcione para muitos alimentos, a alface é uma exceção absoluta. Por ser composta majoritariamente por água, o gelo rompe as paredes celulares de forma irreversível.
Ao descongelar, a textura crocante desaparece, restando apenas uma massa escura e sem sabor. Portanto, o foco deve ser sempre a refrigeração controlada e nunca o freezer.
