O envelhecimento da população global traz desafios que vão além da previdência social. A saúde mental dos idosos tornou-se uma prioridade máxima para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima mais de 50 milhões de pessoas convivendo com a demência no mundo.

Nesse cenário, uma descoberta vinda do Japão traz uma esperança prática e acessível. Pesquisadores de instituições renomadas, como a Universidade de Chiba e a Universidade Niimi, identificaram um aliado inesperado na mesa do café da manhã: o queijo.

O estudo, publicado recentemente na prestigiada revista científica Nutrients, acompanhou quase 8 mil idosos. Os dados revelam que o hábito de comer queijo ao menos uma vez por semana pode frear o declínio cognitivo de forma significativa.

A ciência por trás do hábito alimentar

Os cientistas analisaram voluntários com mais de 65 anos que vivem de forma independente. Durante três anos, o grupo que consumia queijo regularmente apresentou uma redução de 24% no risco de desenvolver demência em comparação aos que não comiam.

Mas por que um laticínio teria esse poder? A explicação técnica reside na composição química do alimento. O queijo é uma fonte riquíssima de vitamina K2, um nutriente essencial que regula a calcificação dos vasos sanguíneos.

De acordo com o Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia do Japão, essa vitamina protege a saúde vascular. Como o cérebro depende de uma circulação sanguínea impecável para funcionar, o queijo acaba agindo como um escudo indireto para os neurônios.

Proteínas e o combate à inflamação cerebral

Estudo aponta que comer queijo semanalmente freia avanço da demência em idosos

Além da vitamina K2, o processo de fermentação do queijo libera peptídeos bioativos. Essas substâncias possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, combatendo o estresse oxidativo que destrói as células cerebrais ao longo do tempo.

É importante destacar que o queijo fornece aminoácidos que o corpo não produz sozinho. Esses componentes são os tijolos que sustentam a estrutura neuronal. Então, manter níveis adequados dessas proteínas ajuda a preservar a memória e o raciocínio.

O Japão, que possui uma das maiores taxas de longevidade do planeta, investe pesado nessas pesquisas. Para os especialistas japoneses, estratégias dietéticas são mais viáveis do que esperar por uma cura medicamentosa que ainda não existe.

A demência não tem cura, e é justamente por isso que a prevenção se torna o único caminho seguro. O uso do queijo como ferramenta de saúde pública é uma notícia excelente por ser uma intervenção de baixo custo e fácil adesão.

Claro que não se trata de comer queijo de forma descontrolada. O equilíbrio nutricional continua sendo a regra de ouro. Mas saber que um alimento tão comum pode proteger o cérebro contra o esquecimento é um avanço que merece atenção.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.