O cafezinho matinal é sagrado para os brasileiros, mas a ciência acaba de impor um limite claro para quem busca longevidade sem comprometer a saúde mental. Especialistas em nutrição e medicina confirmam que o café é um aliado poderoso, desde que o consumo não ultrapasse a barreira da segurança biológica.

Segundo a Food and Drug Administration (FDA), o limite seguro para adultos saudáveis é de 400 miligramas de cafeína por dia. Na prática, isso equivale a cerca de quatro xícaras de 240ml. O problema é que ultrapassar essa marca transforma o benefício em veneno para o sistema nervoso.

O impacto real no organismo e na longevidade

Beber café não é apenas um vício social; há ciência pesada por trás dos grãos. Dados publicados pela Universidade de Harvard e reforçados pela pediatra Heather Gosnell indicam que o consumo moderado reduz em até 13% o risco de morte por causas gerais.

Isso acontece porque o café é rico em ácido clorogênico, um antioxidante que combate inflamações celulares. O consumo regular está associado à proteção contra o diabetes tipo 2, doenças cardíacas e até a depressão, funcionando como um escudo para o cérebro.

Mas o perigo mora nos acompanhamentos. O jornalismo de saúde alerta: ao encher a xícara de açúcar e cremes gordurosos, você transforma uma bebida medicinal em uma sobremesa líquida. Esse hábito eleva o colesterol e anula as propriedades protetoras do grão.

O gatilho para ansiedade e palpitações

A partir da sexta xícara, o corpo começa a cobrar o preço do excesso. A nutricionista Jordan Langhough explica que o excesso de cafeína dispara o sistema de alerta do corpo de forma artificial, causando tremores, palpitações cardíacas e crises de ansiedade.

É um erro comum achar que mais café significa mais produtividade. Na verdade, o excesso causa uma desidratação leve e fadiga mental. O indivíduo entra em um ciclo vicioso onde precisa de mais estimulante para corrigir o cansaço causado pelo próprio café.

A regra de ouro do horário de corte

Não é apenas o quanto você bebe, mas quando você bebe. A cafeína tem uma vida útil longa no organismo. A médica Heather Gosnell sugere que o corte definitivo aconteça entre 9 e 10 horas antes de dormir.

Se você pretende deitar às 22h, sua última xícara deveria ser tomada ao meio-dia. Beber café à tarde prejudica o sono REM, aquela fase profunda onde o cérebro realmente descansa. Sem isso, você acorda exausto, perpetuando a dependência.

Além disso, o café é um gatilho conhecido para o refluxo gastroesofágico. Ingerir a bebida tarde da noite relaxa o esfíncter do esôfago, causando azia e desconforto que impedem o repouso necessário para a recuperação do corpo.

Genética e moderação individual

Cada corpo reage de um jeito. A nutricionista Annamarie Rodriguez destaca que a genética e os níveis de estresse influenciam a tolerância. Algumas pessoas processam a cafeína rapidamente, enquanto outras sentem o impacto de uma única xícara por horas.

A conclusão é analítica: o café é um superalimento, mas exige respeito. O segredo para viver mais não está no excesso, mas na manutenção do equilíbrio entre o prazer da rotina e os limites do seu coração.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.