O atacante Vini Jr voltou a ser o centro de uma discussão global sobre o preconceito no futebol. Durante a partida entre Real Madrid e Benfica, o craque brasileiro marcou um golaço que abriu o placar no Estádio da Luz.

Mas a alegria do gol durou pouco tempo. Logo após a comemoração, o jogador relatou ter sido alvo de insultos racistas vindos da arquibancada. O episódio gerou uma confusão generalizada no gramado de Lisboa.

O árbitro francês François Letexier não ignorou o relato. Ele acionou imediatamente o protocolo antirracismo da UEFA. Esse procedimento prevê três etapas rígidas para lidar com a discriminação dentro dos estádios europeus.

O impacto do protocolo da UEFA no jogo

A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos. Durante esse tempo, o sistema de som do estádio emitiu avisos contra o comportamento da torcida. Vini Jr recebeu o apoio de colegas como Mbappé e Tchouaméni.

Até o técnico do Benfica, José Mourinho, conversou com o brasileiro no campo. O clima ficou tenso entre as comissões técnicas. Mas, apesar da gravidade, o jogo foi retomado após a longa pausa protocolar.

De acordo com as normas da UEFA, o primeiro passo é a interrupção e o aviso público. Se os ataques continuarem, o juiz pode suspender o jogo temporariamente. Em casos extremos, a partida é cancelada definitivamente.

A postura de Vini Jr diante da hostilidade

Antes da denúncia, o brasileiro já havia sido punido com um cartão amarelo. O árbitro considerou a comemoração dele provocativa. O atacante celebrou perto de uma torcida organizada do time português.

Isso gerou revolta nos jogadores do Benfica. Mas o cenário mudou completamente quando o crime de racismo foi relatado. A partir daí, o foco saiu da tática e foi para a ética esportiva.

Mesmo com o jogo reiniciado, a pressão sobre o craque não parou. Ele passou a ser vaiado cada vez que tocava na bola. Objetos também foram arremessados em sua direção por torcedores exaltados.

O papel das instituições no combate ao crime

O caso agora será analisado pelo Comitê Disciplinar da UEFA. A súmula do árbitro servirá como base para possíveis punições ao clube português. O Benfica pode enfrentar multas pesadas ou perda de mando de campo.

A FIFA também tem endurecido as regras contra a discriminação. Recentemente, a entidade máxima do futebol aprovou sanções que incluem até a perda de pontos. Mas a aplicação prática ainda gera muitos debates.

O Brasil, por meio da CBF, costuma se manifestar em apoio ao atleta. Vini Jr se tornou o principal rosto da luta antirracista no esporte mundial. Ele não aceita mais o silêncio como resposta.

A repetição de um cenário triste no futebol

Não é a primeira vez que o atacante enfrenta esse tipo de situação na Europa. O histórico de ataques na Espanha já é longo e conhecido. Mas ver isso ocorrer em Portugal traz um novo alerta.

O racismo estrutural no futebol parece não ter fronteiras claras. Por isso, a postura de paralisar o jogo é vista como um avanço necessário. Então, a mensagem enviada ao mundo é de que o crime não será tolerado.

Os torcedores precisam entender que o estádio não é zona livre para o ódio. O espetáculo perde o brilho quando o preconceito entra em campo. O golaço de Vini Jr deveria ser o único assunto do dia.

Mas, infelizmente, a luta por respeito continua sendo a partida mais difícil do jogador. O mundo aguarda agora as medidas oficiais das autoridades esportivas. A impunidade não pode vencer essa disputa.

Compartilhar.

Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.