O dia 17 de fevereiro marca o Dia Mundial do Gato, uma data que vai muito além de postar fotos fofas nas redes sociais. É um momento de reflexão sobre como cuidamos desses animais.
A realidade é que os gatos possuem uma linguagem própria e necessidades específicas que, se ignoradas, podem comprometer seriamente o bem-estar animal.
Existe uma crença comum de que o gato é um bicho desapegado e que não precisa de atenção. Isso é um erro que pode gerar estresse crônico no pet. Instituições de referência em saúde animal, como a Associação Brasileira de Medicina Veterinária, reforçam que os felinos criam laços profundos com seus tutores. Eles apenas demonstram afeto de um jeito mais contido, como o famoso ato de amassar pãozinho ou o ronronar constante.
Ignorar a necessidade de interação social e de um ambiente enriquecido com brinquedos e prateleiras pode deixar o animal apático. Quando o tutor entende que o gato busca rotina e proximidade, a relação muda completamente. É uma troca silenciosa mas extremamente poderosa para a saúde mental de ambos.
Castração e longevidade comprovada
Outro ponto fundamental discutido nesta data é a castração. Especialistas da Fiocruz e de outras entidades de saúde pública destacam que esse procedimento é o melhor caminho para garantir que o animal viva mais e melhor. Além de evitar ninhadas indesejadas, a cirurgia reduz drasticamente o risco de neoplasias mamárias em fêmeas e problemas de próstata em machos.
A castração também ajuda a controlar o instinto de fuga, o que mantém o gato seguro dentro de casa. Isso evita brigas por território e o contato com doenças graves, como a leucemia viral felina, conhecida como FeLV. É um ato de amor que reflete diretamente na segurança da comunidade e na saúde do bichano.
Muitos tutores acreditam que gatos que não saem de casa estão imunes a pulgas e vermes. No entanto, o controle de parasitas deve ser contínuo. Nós trazemos ovos de vermes e pulgas da rua em nossos próprios sapatos e roupas. Manter a vacinação em dia e o uso de vermífugos é uma medida de saúde pública, pois algumas dessas condições são zoonoses que podem afetar os humanos.
Benefícios para a saúde humana
A ciência já comprovou que ter um gato faz bem ao coração. Estudos do Human Animal Bond Research Institute indicam que a convivência com esses pets pode reduzir em até 30% o risco de infartos. O contato com o animal ajuda a baixar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e libera ocitocina, promovendo uma sensação de relaxamento e felicidade imediata.
Por fim, é vital olhar para a saúde renal dos gatos. Por natureza, eles bebem pouca água, o que pode causar pedras nos rins e insuficiência renal precocemente. O uso de fontes de água corrente e o oferecimento de comida úmida, como os sachês, são estratégias indicadas para aumentar a ingestão hídrica. Cuidar de um gato exige atenção aos detalhes, mas o retorno em carinho e companhia faz cada cuidado valer a pena.
