Você já parou para pensar em como o seu corpo decide onde colocar o cálcio que você consome? Pois é, existe um nutriente que faz esse trabalho de “tráfego” e ele tem ganhado muito destaque nas rodas de nutrição.

Segundo diretrizes da Harvard School of Public Health, a vitamina K é essencial para produzir proteínas que ajudam na coagulação do sangue e na manutenção de ossos fortes. Sem ela, o organismo fica literalmente perdido.

Especialistas explicam que esse nutriente atua como um maestro. Ele ajuda a fixar o cálcio onde ele deve estar, nos ossos e dentes, e evita que ele se acumule em lugares perigosos, como as artérias.

Os diferentes tipos e onde encontrar

Muita gente não sabe, mas a vitamina K não é uma só. Conforme dados da Mayo Clinic, existem principalmente a K1, encontrada em vegetais, e a K2, que está em alimentos fermentados e de origem animal.

vitamina K1 costuma ser encontrada em abundância em folhas verde-escuras. É o caso da couve, do brócolis e do espinafre, que são figurinhas carimbadas em dietas equilibradas.

Já a vitamina K2 é produzida por bactérias. Por isso, é indicado o consumo moderado de queijos fermentados e até do natto (soja fermentada), que é uma das fontes mais ricas conhecidas pela ciência.

O papel na coagulação e saúde óssea

De acordo com o Ministério da Saúde, a vitamina K é fundamental para evitar hemorragias. Ela participa da síntese de proteínas no fígado que controlam o sangramento quando nos machucamos.

Além disso, estudos indicam que ela auxilia na modulação de processos inflamatórios. Isso significa que manter níveis adequados pode ajudar o metabolismo a funcionar de forma mais harmônica no dia a dia.

Para quem se preocupa com a longevidade, a ciência sugere que a combinação de vitamina K com fontes de gorduras saudáveis, como o abacate ou o azeite, potencializa a absorção pelo organismo.

Cuidados com o excesso e suplementação

Embora seja um nutriente vital, o uso de suplementos não deve ser feito por conta própria. Especialistas alertam que o excesso pode interferir em tratamentos com anticoagulantes, aumentando riscos de trombose.

Conforme orientações da Anvisa, a suplementação só costuma ser utilizada sob rigorosa supervisão profissional. Isso é especialmente importante para pessoas com histórico de doenças intestinais ou cirurgias digestivas.

A deficiência, por outro lado, pode ser notada por manchas roxas frequentes ou cicatrização lenta. Nesses casos, a consulta com um nutricionista ou médico é o primeiro passo para ajustar a alimentação.

No fim das contas, o equilíbrio vem do prato. Incluir uma variedade de vegetais e alimentos fermentados parece ser a estratégia mais segura para manter o corpo funcionando como um relógio.

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