Você já teve aquela sensação de que o corpo simplesmente não desliga depois de uma janta caprichada? Segundo especialistas ouvidos pelo Correio do Estado, essa pesadez pode ser a grande vilã da sua disposição matinal.

Estudos recentes sugerem que o hábito de comer e logo em seguida ir para a cama traz prejuízos que muita gente nem imagina. Na prática, o corpo fica dividido entre digerir e descansar.

Conforme indicam as pesquisas sobre o tema, estar com o estômago muito cheio fortalece a insônia. Isso acontece porque o organismo interfere em processos biológicos que deveriam ser focados apenas no relaxamento profundo.

O calor metabólico e a confusão no cérebro

De acordo com o estudo sobre efeitos da dieta na qualidade do sono, o processo de digestão gera o chamado calor metabólico. Esse aquecimento interno pode manter o cérebro em estado de alerta constante.

Relatos científicos apontam que o declínio da temperatura basal é um sinal essencial para o início do sono pesado. Quando estamos digerindo, esse resfriamento natural demora muito mais para acontecer.

Especialistas explicam que esse cenário prejudica a liberação da melatonina, o famoso hormônio do sono. Ou seja, você até dorme, mas o cérebro continua trabalhando como se fosse dia.

A produção hormonal e a renovação dos tecidos

Por outro lado, quando o estômago está mais vazio antes de deitar, o organismo consegue direcionar energia para a reparação celular. É nesse momento que a mágica da renovação acontece.

Segundo tabloides científicos, os níveis de insulina costumam reduzir nesse período de repouso gástrico. Isso acaba favorecendo a produção do hormônio do crescimento, o GH, essencial para os tecidos.

Acordar com disposição tem muito a ver com essa pausa necessária. É indicado que o corpo não precise se preocupar com comida enquanto tenta consertar o desgaste do dia a dia.

O perigo do refluxo e dos microdespertares

Outro ponto que especialistas destacam é o aumento da pressão intra-abdominal ao deitar logo após comer. Isso facilita o retorno do ácido gástrico para o esôfago, causando aquele desconforto chato.

O refluxo não gera apenas azia, mas pode causar vários microdespertares durante a madrugada. Muitas vezes a pessoa nem percebe que acordou, mas levanta exausta no dia seguinte.

Essa confusão metabólica ocorre porque o estômago envia um sinal de dia para os órgãos, enquanto o cérebro tenta iniciar o protocolo de noite. É como se o seu corpo estivesse em um fuso horário maluco.

Como melhorar a rotina noturna com leveza

Para evitar esse estresse biológico, é indicado realizar o jantar entre duas a três horas antes de ir para a cama. Esse tempo costuma ser o ideal para o repouso gástrico inicial.

Priorizar alimentos leves e evitar gorduras saturadas também pode auxiliar bastante na qualidade do descanso. O excesso de proteínas pesadas à noite costuma exigir demais do sistema digestivo.

Observar se carboidratos complexos ajudam na saciedade sem gerar peso abdominal é uma boa estratégia. Manter horários constantes ajuda a estabilizar o ciclo circadiano e facilita a chegada do sono natural.

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