A realidade dentro dos consultórios médicos e hospitais brasileiros acendeu um alerta vermelho para pais e responsáveis. Nossa equipe apurou que crianças com apenas 4 ou 5 anos de idade estão sendo internadas com quadros graves de ansiedade, agressividade e distúrbios do sono. O motivo por trás desses episódios de crise é o uso precoce e abusivo de aparelhos celulares e tablets.
Especialistas ouvidos pelo Portal Catanduvas em Foco confirmam que o cenário não é alarmismo, mas uma realidade crescente nos lares. Muitas dessas crianças chegam às unidades de saúde apresentando episódios de dissociação e ataques de raiva fora de controle. Em situações onde a família não consegue mais manejar o comportamento em casa, a internação hospitalar tem sido a única saída para estabilizar os pequenos pacientes.
O impacto das telas no cérebro infantil
O cérebro de uma criança pequena ainda está em fase crítica de formação e não possui estrutura para lidar com estímulos artificiais constantes. Vídeos curtos e jogos viciantes bombardeiam a mente infantil com mudanças rápidas de imagem e som a cada segundo. Esse excesso de informação impede que a criança desenvolva a capacidade de lidar com o tédio ou com frustrações do dia a dia.
Segundo profissionais da área de psicologia e psiquiatria infantil, as telas não ensinam a autorregulação emocional. O que começa como uma ferramenta para distrair ou acalmar o filho durante as refeições ou momentos de cansaço dos pais, acaba se tornando uma dependência perigosa. O custo dessa praticidade aparece na forma de atrasos no desenvolvimento emocional e dificuldade extrema de socialização.
Sintomas e riscos a longo prazo
Os relatos médicos apontam um aumento significativo de crianças que não conseguem reconhecer emoções básicas ou desenvolver empatia. Além da insônia e do isolamento, o uso excessivo de tecnologia prejudica o movimento físico e a interação humana real. Quando o celular ocupa o lugar da brincadeira e da conversa, a criança perde a chance de aprender a viver em sociedade.
A longo prazo, os riscos são ainda maiores. Crianças expostas precocemente ao mundo digital possuem chances elevadas de desenvolver dependência tecnológica grave na adolescência. Também foram observados maiores índices de dificuldades escolares e transtornos comportamentais que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida adulta.
A importância de estabelecer limites
O debate levantado por pediatras e psicólogos não busca proibir totalmente a tecnologia, mas sim estabelecer limites rígidos e necessários. O desenvolvimento saudável de uma criança de 5 anos exige tempo livre, contato com a natureza e regras claras. Não existem atalhos tecnológicos que substituam a presença e o vínculo afetivo entre pais e filhos.
Nossa equipe reforça que o celular jamais deve ser utilizado como um substituto para a educação emocional. O preço do uso desenfreado está sendo pago de forma muito precoce por crianças que ainda estão dando os primeiros passos na vida. O silêncio e o tédio criativo são essenciais para que a mente infantil floresça sem a necessidade de luzes e sons artificiais de uma tela de vidro.
