O mercado da bola foi pego de surpresa com a notícia de que Harry Kane, o principal nome do Bayern, pode estar de malas prontas para uma nova aventura. Clubes da Arábia Saudita colocaram o capitão da Inglaterra como alvo prioritário para a próxima janela de transferências de verão. O que parecia impossível começou a ganhar força após a revelação de que existe uma cláusula de rescisão no contrato do jogador, algo que muitos não sabiam até agora.

Nós do Portal Catanduvas em Foco analisamos as informações vindas da Alemanha, especificamente do portal Kicker, que apontam um interesse agressivo do Al-Ahli e do Al-Ittihad. Embora o contrato de Kane com os alemães vá até 2027, a existência dessa multa facilita muito a vida de quem tem dinheiro sobrando. O valor estimado para tirar o craque de Munique seria de no máximo 70 milhões de euros, uma quantia que, para os padrões sauditas, é considerada muito baixa por um dos melhores centroavantes do mundo.

Detalhes do contrato e a vontade de Harry Kane

A situação ganha contornos de urgência porque essa cláusula de rescisão tem um prazo de validade curto. Segundo o que apuramos, o dispositivo expira no final de fevereiro. Isso significa que qualquer interessado precisa convencer o jogador e oficializar a proposta em pouquíssimas semanas. O Bayern, obviamente, não quer perder seu artilheiro, que já marcou 24 gols em apenas 21 jogos da Bundesliga nesta temporada. A diretoria alemã tenta desesperadamente uma renovação para eliminar esse risco.

Para que o negócio saia do papel, Harry Kane precisa informar oficialmente ao Bayern que deseja sair. Até o momento, o atacante parece adaptado à vida na Alemanha e já levou toda a sua família para morar lá. No entanto, o poder financeiro do Oriente Médio costuma balançar até os atletas mais convictos. Além dos sauditas, alguns clubes da Premier League também teriam feito consultas aos representantes do atleta, embora os nomes dessas equipes ainda sejam mantidos em sigilo absoluto.

O foco na Copa do Mundo de 2026

Outro fator que pesa na balança é o desejo de Kane em chegar voando na Copa do Mundo de 2026. Ele acredita que a Inglaterra vive um dos seus melhores momentos técnicos e quer estar no auge físico para buscar o título inédito em sua carreira. Mudar-se para uma liga menos competitiva como a da Arábia Saudita poderia, em teoria, prejudicar seu ritmo de jogo em comparação com o nível altíssimo da Europa.

Nossa equipe verificou que o jogador tem evitado falar abertamente sobre transferências. Ele prefere focar no desempenho dentro de campo, onde soma impressionantes 45 gols em 40 partidas nesta temporada, somando todas as competições. O rendimento é assustador e justifica o esforço financeiro que o Al-Ittihad e o Al-Ahli estão dispostos a fazer. Eles querem transformar a liga saudita na maior vitrine do futebol mundial e ter o camisa 9 da seleção inglesa seria o golpe de mestre.

A sombra do recorde na Inglaterra

Existe ainda uma questão mal resolvida que pode trazer o atacante de volta para a Premier League. Harry Kane tem 213 gols marcados no campeonato inglês e está muito perto de bater o recorde histórico de Alan Shearer, que tem 260. Faltam apenas 48 gols para ele se tornar o maior artilheiro de todos os tempos da liga mais rica do planeta. Sair da Europa agora significaria abandonar esse sonho, algo que o próprio jogador já admitiu ser importante.

O Tottenham, clube onde ele se tornou ídolo, teria uma cláusula de recompra, mas o próprio Kane já afirmou que está feliz em Munique. Ele celebrou o fato de os Spurs terem conquistado um troféu recentemente, mas deixou claro que seu presente é o Bayern. O problema é que o futebol é movido por oportunidades e prazos. Com o Bayern liderando a Bundesliga com seis pontos de vantagem sobre o Borussia Dortmund, a saída do artilheiro agora seria um desastre técnico para o clube bávaro.

Nós continuaremos monitorando cada passo dessa negociação. O fato é que o mercado está agitado e o nome de Harry Kane será o mais falado até o último dia de fevereiro. Se os sauditas conseguirem convencer o inglês, teremos mais uma mudança drástica no eixo do futebol mundial, provando que ninguém está totalmente seguro, nem mesmo os gigantes da Alemanha.

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