Nova York tem aquela fama de cidade onde tudo acontece. Gente do mundo inteiro chega procurando trabalho, carreira, cultura, diversão e aquela sensação de estar no centro de alguma coisa importante.
O problema aparece na hora de pagar para morar lá.
Foi justamente por isso que o microapartamento de uma jovem chamada Alaina viralizou. O espaço tinha cerca de 80 pés quadrados, pouco mais de 7 metros quadrados, e custava apenas US$ 650 por mês na época em que ela mostrou o imóvel.
Nova York também tem apartamentos que parecem impossíveis
A cidade tem alguns dos aluguéis mais caros dos Estados Unidos, e isso criou espaço para imóveis cada vez menores.
Na matéria original, a referência usada é de que até pequenos estúdios podem passar de US$ 4 mil mensais, muitas vezes oferecendo menos de 500 pés quadrados.
Para quem está começando a carreira ou simplesmente quer morar em Manhattan sem entregar quase todo o salário ao aluguel, os microapartamentos acabam aparecendo como uma alternativa.
Antes de conhecer o de Alaina, veja como são alguns dos menores apartamentos de Nova York
O apartamento parece um closet
Alaina mostrou o imóvel ao YouTuber Caleb Simpson, conhecido por visitar casas e apartamentos incomuns.
Assim que entra, ele compara o espaço a um grande closet.
E não é difícil entender o comentário.
Sala, cozinha e área de convivência praticamente se misturam. Há uma pequena geladeira, pia compacta, fogão, micro-ondas e um sofá que pode ser aberto.
A cama fica em um mezanino
Como não existe espaço horizontal suficiente, a solução foi crescer para cima.
A cama de Alaina fica em uma área elevada, acessada por uma pequena escada.
Também existem alguns ganchos utilizados para pendurar bolsas e outros objetos.
Em um imóvel desse tamanho, cada centímetro acaba tendo função.
O detalhe que mais chamou atenção foi a falta de janelas
O apartamento não possui janelas.
Esse foi um dos pontos que mais incomodou quem assistiu ao vídeo, principalmente porque cozinha, cama e área de convivência estão praticamente juntas.
A falta de ventilação e luz natural deixou muita gente surpresa com o fato de existir tanta concorrência para alugar o lugar.
O banheiro é privado, mas fica no corredor
Existe pelo menos uma vantagem importante em comparação com alguns microapartamentos de Nova York: Alaina não precisava compartilhar o banheiro com outros moradores.
O banheiro era particular e tinha chuveiro.
Porém, ele não fazia parte da unidade.
Para usar o banheiro, era necessário sair do apartamento e andar pelo corredor do prédio. E, seguindo a lógica do restante do imóvel, o banheiro também era minúsculo.
Ela trocou um apartamento de mais de US$ 3 mil por esse
Talvez esse seja o detalhe que muda completamente a história.
Alaina contou que anteriormente morava em um apartamento que considerava de luxo e pagava mais de US$ 3 mil por mês.
Ela decidiu reduzir drasticamente o gasto com moradia porque queria liberar dinheiro para viajar e aproveitar outras experiências.
Veja o tour pelo apartamento de US$ 650
Alaina chegou a dizer que o apartamento era bastante disputado quando ela assinou o contrato e que precisou superar outros interessados na unidade.
Esse detalhe chamou ainda mais atenção porque mostra que, apesar das limitações, havia pessoas dispostas a competir pelo imóvel.
A internet ficou dividida, mas muita gente não moraria ali
O vídeo acabou acumulando milhões de visualizações e as reações foram fortes.
Por outro lado, também existe outro jeito de olhar para a escolha.
Alaina sabia que estava abrindo mão de espaço e conforto. Em troca, conseguiu reduzir drasticamente uma das maiores despesas mensais de quem vive em Nova York.
Ela preferiu gastar dinheiro vivendo outras coisas
A escolha de Alaina combina com uma discussão que aparece cada vez mais entre pessoas mais jovens.
Para muita gente, comprar uma casa ou morar em um imóvel grande se tornou tão caro que existe uma mudança de prioridade.
Em vez de comprometer quase toda a renda tentando alcançar o modelo tradicional de casa própria, alguns preferem gastar com viagens, lazer, experiências e atividades que fazem parte da rotina.
No caso de Alaina, isso fica bem claro.
Além de querer viajar, ela contou em outra entrevista que gastava mais de US$ 300 por mês com academia.
Algumas pessoas criticaram essa escolha, mas, para ela, fazia mais sentido economizar no aluguel para gastar em coisas que realmente utilizava e valorizava.
Outro vídeo mostra mais sobre a rotina nesse pequeno espaço
Ela acabou deixando o apartamento
Depois das gravações, Alaina decidiu não renovar o contrato daquele microapartamento.
Isso não significa que considere a experiência um erro.
Ela descreveu o período como uma aventura e disse que as pessoas precisam de muito menos coisas do que normalmente imaginam.
E talvez seja justamente por isso que a história chamou tanta atenção.
O apartamento é pequeno a ponto de incomodar muita gente, mas também mostra como algumas pessoas estão dispostas a trocar metros quadrados por localização, economia e liberdade para gastar o próprio dinheiro de outra maneira.
Para uns, pouco mais de 7 metros quadrados seria impossível. Para Alaina, durante um período da vida, foi o preço que valeu a pena pagar para conseguir morar em Nova York sem deixar milhares de dólares todos os meses no aluguel.

