A atividade vulcânica do Monte Etna, localizado na ilha da Sicília, na Itália, voltou a provocar sérios transtornos no transporte aéreo da região. O aeroporto de Catânia, situado no leste da ilha e um dos principais pontos de acesso turístico da área, precisou suspender temporariamente todas as suas operações de pousos e decolagens devido ao acúmulo de cinzas vulcânicas no espaço aéreo local.
A empresa administradora do aeroporto, a SAC, comunicou que a presença das cinzas traz riscos diretos para a segurança da navegação aérea e causa um forte impacto operacional na malha de voos. Diante do cenário de instabilidade, a orientação oficial enviada aos viajantes é que entrem em contato direto com as companhias aéreas para verificar o status e eventuais cancelamentos de suas viagens antes de se deslocarem até o terminal.
Atividade vulcânica e níveis de alerta
A paralisação das atividades no aeroporto reflete um período de intensa atividade instável do Etna, que vem sendo monitorado por autoridades e cientistas. O vulcão, considerado o mais alto e ativo da Europa, apresentou uma série de explosões contínuas na cratera conhecida como Voragine.
De acordo com relatórios do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália, a fase eruptiva atual está se manifestando por meio de aberturas situadas a 2.750 metros e 2.360 metros de altitude. Essas fissuras estão expelindo material vulcânico e alimentando múltiplos fluxos de lava que se espalham pelas encostas da montanha.
Como as emissões de poeira e cinzas representam um perigo constante para os motores das aeronaves e para a visibilidade dos pilotos, o Observatório de Vulcões do INGV decidiu manter o aviso vulcânico para a aviação (VONA) no nível vermelho. Este é o patamar máximo do sistema de alerta e indica perigo iminente ou em andamento para o tráfego aéreo sobre a região atingida.
