Novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinaliza que governo federal buscará outras saídas para o preço do diesel caso a proposta de desoneração do ICMS não seja aceita pelos estados. Medidas alternativas já estão em estudo para evitar repasses aos consumidores e greves.
O recém-empossado ministro da Fazenda, Dario Durigan, em seu primeiro pronunciamento oficial, deixou claro que o governo federal não ficará parado diante da instabilidade nos preços dos combustíveis, agravada pelo conflito no Oriente Médio.
Durigan afirmou que, caso os estados não concordem com a proposta de desoneração do ICMS sobre o diesel importado, o ministério já prepara um plano B. O objetivo é garantir a estabilidade dos preços e evitar que a alta se reflita no bolso dos consumidores, especialmente os caminhoneiros.
A equipe econômica, segundo o ministro, está atenta aos desdobramentos internacionais e pronta para agir. “Não deixaremos de apresentar outras medidas assim que necessário”, assegurou Durigan, demonstrando o compromisso com a manutenção da ordem econômica.
Proposta de Desoneração do ICMS e Resposta dos Estados
A Fazenda havia proposto aos estados a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o final de maio, com a União compensando 50% das perdas de arrecadação. A medida, estimada em R$ 3 bilhões mensais, recebeu apenas a concordância formal do governador do Piauí até o momento.
Durigan classificou a proposta como “generosa”, destacando o esforço federal em dividir o ônus fiscal. A falta de adesão de outros governadores, no entanto, pressiona o ministério a buscar alternativas.
Ações em Andamento e Possíveis Novas Intervenções
Além da questão do ICMS, o ministro Durigan mencionou outras ações já em curso para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis. Entre elas, estão o **reforço na fiscalização**, ajustes na **tabela de frete** e a **desoneração de tributos federais**, como PIS/Cofins, sobre o diesel.
Ele também indicou a possibilidade de novas intervenções, dependendo da evolução do cenário internacional e dos preços. “Temos uma série de medidas que podem ser adotadas a depender de para onde for essa guerra e o preço dos combustíveis”, declarou o ministro.
Continuidade da Gestão e Prioridades Econômicas
Dario Durigan ressaltou que sua gestão dará **continuidade ao trabalho de Fernando Haddad**, de quem foi secretário-executivo. As prioridades incluem o avanço do **ajuste fiscal**, a **revisão de benefícios tributários** e a melhoria da **eficiência do gasto público**.
O ministro também defendeu o aperfeiçoamento do sistema de crédito e uma maior regulação da concorrência em plataformas digitais. Durigan pretende ainda aprofundar o programa Eco Invest Brasil, voltado para captação de recursos privados para projetos socioambientais, com emissão de títulos sustentáveis ainda este ano.
Distensionamento com Caminhoneiros e Perspectivas Futuras
Durigan avaliou que houve uma **redução da tensão com os caminhoneiros** após o anúncio das medidas iniciais, que ajudaram a dissipar rumores de paralisação da categoria. “Vimos um distensionamento, pelo menos em primeira aproximação”, afirmou.
A equipe econômica segue monitorando o mercado e está preparada para atuar de forma proativa, buscando sempre o equilíbrio econômico e a proteção do consumidor. A meta é garantir que a economia brasileira responda positivamente, com resultados concretos na vida da população.
Fonte: Informações baseadas no pronunciamento do ministro da Fazenda, Dario Durigan, conforme divulgado na imprensa.
