O empresário cearense Alessandro Montenegro, conhecido popularmente como o “Rei do Bolão”, voltou a acertar as dezenas de um sorteio da Caixa Econômica Federal. Apenas dois dias após conquistar um prêmio na Mega-Sena, o apostador faturou o prêmio principal da Lotofácil. Esta foi a 10ª vez somente no ano de 2026 que um bolão organizado e jogado por ele levou a faixa principal de premiação das loterias.
O feito ocorreu no concurso nº 3.759 da Lotofácil, que tinha uma estimativa de prêmio total na casa dos R$ 8 milhões. A aposta feita pelo grupo de Alessandro acertou 15 dezenas em um volante marcado com 17 números.
As dezenas sorteadas no concurso foram: 01 – 02 – 04 – 05 – 06 – 07 – 09 – 10 – 11 – 12 – 13 – 14 – 17 – 24 – 25.
Divisão do prêmio e outras apostas ganhadoras
O prêmio da faixa principal foi dividido entre três apostas contempladas. A cota do bolão organizado por Alessandro garantiu o valor de R$ 457.476,94. Como o jogo contava com 40 participantes cotistas, cada integrante do grupo recebeu o equivalente a R$ 11.436,92.
As outras duas apostas que acertaram as 15 dezenas foram jogos simples registrados no estado do Paraná: uma na Pinhais Loterias, na cidade de Pinhais, e outra na Lotérica Guatupê, localizada em São José dos Pinhais.
A estratégia matemática por trás dos bolões
Alessandro Montenegro atribui a sequência de vitórias ao estudo contínuo de probabilidades e estatísticas. O empresário comanda uma estrutura com 100 colaboradores dedicados a analisar dados, preencher volantes e gerenciar a venda das cotas dos jogos.
Para aumentar a competitividade das apostas sem elevar os custos individuais, o modelo de negócios aposta no preenchimento de volantes com maior quantidade de números:
- Aposta simples de 15 números: Custa R$ 3 e oferece uma probabilidade de acerto de 1 em 3,2 milhões.
- Aposta máxima de 20 números: Custa R$ 54 mil e reduz a probabilidade para 1 chance em 211.
Segundo o apostador, o bolão permite dividir o custo alto de apostas estratégicas entre dezenas de pessoas. Outro diferencial do seu método é a manutenção fixada das combinações. As dezenas não são trocadas a cada concurso: são utilizadas combinações pré-estudadas desde 2019, ajustando apenas a quantidade de números no volante conforme o valor do prêmio acumulado cresce.
