Empresários se assustam ao encontrar sucuri gigante durante mergulho em rio de MS

Dois empresários levaram um susto ao encontrar uma sucuri gigante às margens do rio Formoso, em Bonito, no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Segundo Daniel Alexandre Rodrigues, que estava na companhia de um amigo e de um guia de turismo, o animal tinha cerca de 7 metros de comprimento. No vídeo, é possível ver um dos empresários frente a frente com a cobra.

A região é conhecida pelos rios de águas cristalinas e também por proporcionar flagrantes desses animais. 

“Dá um medo absurdo. Parece coisa de filme – ‘A Anaconda’. É um grande animal que pode ser visto e muita sorte de quem pode presenciar de perto esse espetáculo da natureza”, explicou ao G1.

Rodrigues, que é do Rio de Janeiro, fez o flagrante no início do mês e publicou nas suas redes sociais nesta quinta-feira (9).

Durante o vídeo de 9 segundos, ele chega a tentar fazer um registro do animal, porém, a cobra foge para a mata. O empresário, assustado, vai para o outro lado e dá sequência ao passeio.

O empresário contou que fez a imagem durante uma expedição para conhecer os pontos turísticos do sul-mato-grossense. Ele disse que se surpreendeu ao encontrar a sucuri, que classificou como “um animal gigante da natureza.”

Bonito e as sucuris gigantes

Em março de 2021, uma reportagem do G1 MS mostrou que a região de Bonito, conhecida pelos rios de águas cristalinas, também pode causar medo em muita gente por conta das sucuris gigantes.

Mas, para fotógrafos subaquáticos, esses flagrantes representam, na verdade, a oportunidade de observar – e registrar – esse animais. 

Sucuris gigantes são flagradas durante expedições de fotógrafos subaquáticos em rios do MS

No entanto, em 2020 essas excursões foram canceladas, por conta da pandemia de Covid.

Debaixo d’água ou em solo firme, profissionais estrangeiros e apaixonados pela vida selvagem chegam anualmente ao estado, na região de Bonito, a 300 km de Campo Grande, em busca das espécies que chegam a medir 7 metros de comprimento.

Mas, diante da impossibilidade de expedições – o que consequentemente inviabiliza novas imagens desses répteis –, o biólogo Daniel De Granville tem postado fotos impressionantes que viralizam na internet.

Ele guia os clientes, garantindo tanto a segurança deles quanto a das sucuris, para que elas não se sintam ameaçadas pela presença do homem.

“Deixo bem claro para os fotógrafos que aqui não se deve chegar muito perto das sucuris e muito menos encostar nelas, até por conta da nossa legislação. Caso o animal se sinta incomodado, a expedição termina naquele momento”, explicou o biólogo ao G1.

Ainda de acordo com Granville, a difusão das imagens das sucuris vem contribuindo para a desmistificação de que se trata de um animal perigoso. E as fotos, que mostram tantos detalhes, ajudam no avanço das pesquisas científicas.

“Depois que começamos a exibir fotos assim, os turistas que vêm a Bonito e região têm mostrado mais interesse e curiosidade em ver de perto esses animais”, afirma.

Veja outras imagens de sucuris:

Sucuri foi fotografada até sair do rio Formoso, em Bonito  — Foto: Daniel De Granville / Photo in Natura
Mergulhadores estrangeiros captam imagens subaquáticas de sucuri — Foto: Daniel De Granville / Photo in Natura
Sucuris durante acasalamento, em MS. — Foto: Daniel De Granville/Photo in Natura
Ariranha encontra sucuri no fundo de rio de águas cristalinas, em MS. — Foto: Daniel De Granville/Photo in Natura

Por que no inverno?

O biólogo também explicou por que o inverno é mais favorável:

“Por conta das baixas temperaturas, nessa época, as noites são frias e, durante o dia, as sucuris costumam sair para tomar sol de manhã. E aí é o momento que fica mais fácil para fazer os flagrantes”.

Segundo Granville, é preciso paciência antes de encontrar os animais, porque eles são discretos, não costumam fazer barulho e não deixam rastros.

O biólogo destaca outro ponto: muitos proprietários rurais hoje demonstram orgulho em ter sucuris em suas propriedades. “Antes era relativamente comum quererem se livrar destes animais, por medo. Hoje eles nos chamam para mostrar o bicho quando encontram”, afirma.

G1/globo.com

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