Três da mesma família morrem de Covid-19 após encontro no Dia dos Pais no Paraná

Três pessoas de uma mesma família morreram por infecção do coronavírus em Curitiba após se reuniram no Dia dos Pais. Segundo a secretária de Saúde Márcia Huçulak, o encontro aconteceu em uma chácara, a céu aberto, e mesmo assim o vírus circulou e contaminou uma série de familiares, culminando na morte de quatro integrantes. “A família inteira foi para essa chácara relaxar e confraternizar. Três pessoas morreram depois desse encontro. Seguramente, 30% do contágio é intrafamiliar e acontece em encontros como esse”, citou a secretária.

Para ela, pessoas assintomáticas (que não tem sintomas da doença, mesmo infectados) precisam ser mais responsáveis no isolamento social. “Alguém ali estava sem sintomas, ou pouco pensando ser outra coisa, uma dor de garganta, algo assim, esteve presente e passou o vírus adiante. É chato ficar cuidando da vida das pessoas, acredito no livre arbítrio, as pessoas têm direito de escolher, mas quando você faz uma escolha que afeta apenas a vocês, tudo bem. Mas, não é esse o caso, nessa doença. A sua atitude compromete a de uma sociedade inteira”, criticou Huçulak.

Pelos estudos, o perfil assintomático ou leve dos jovens faz com os casos não recuem significativamente. “99% do casos em Curitiba dos jovens abaixo de 29 anos são quadros leves, apenas 1% internou. Salvas algumas situações de morte, o jovem passa bem, mas é um grande transmissor. Analisamos sempre, cada óbito, sabemos das histórias por trás e sempre nos perguntas: onde foi essa velhinha para pegar a doença? Teve a festa de aniversário dela onde os netos foram, teve um churrasco, uma festinha infantil. Infelizmente, em um caso assim, doze da família testaram positivo e a senhorinha foi internada, ficou um mês e faleceu. Então, a gente insiste nisso, não se encontrem para confraternizações”, alertou a secretária durante a transmissão ao vivo.

Vacinas

Ainda durante a entrevista, Márcia Huçulak alertou para a possível segmentação inicial da vacina contra a covid-19. “No mundo são 7 bilhões e meio de pessoas e ninguém vai conseguir produzir isso tudo em um piscar de olhos. O que temos de projeção para o Brasil é que será muito parecida com a da Influenza, conseguiremos vacinar primeiro os grupos de risco e os profissionais da saúde que estão no front, isso de maneira inicial. Não dá para a gente sonhar, temos que ser realistas”, finalizou Márcia Huluçak.

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