“Podemos ter vacina para covid-19 até o fim do ano”, diz Beto Preto

O governo do Paraná assinou, na terça-feira (28), termo de confidencialidade com a empresa estatal chinesa Sinopharm que possibilitará a realização da terceira fase de testes da vacina contra a Covid-19 no Paraná. A expectativa é que o processo possa começar ainda no mês de agosto.

Em entrevista ao programa EPC, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, disse que o Estado está empenhado em buscar uma vacina de qualidade principalmente com a aceitação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), já que ainda não há um medicamento com eficácia comprovada no tratamento contra o novo coronavírus.

“Ou seja, aquela vacina que chegar primeiro, o Paraná será um dos grandes parceiros e vamos fazer tudo o que for possível para colocar os paranaenses vacinados rapidamente e tentar fazer acontecer a produção de anticorpos e salvar mais vidas”, reforçou.

O Paraná também pode se tornar parceiro da Rússia na produção da vacina contra o novo coronavírus que está em fase final de testes naquele país. O assunto deve ser tratado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nos próximos dias com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.

Além disso, cerca de outras 130 vacinas contra a Covid-19 estão sendo produzidas no mundo. Em estágio avançado estão os estudos realizados pela Universidade Oxford, da Inglaterra. O Brasil tem uma parceria para a produção da vacina, por meio da Fiocruz. A expectativa é que a vacina da Oxford possa ser produzida no início de 2021. Os testes também estão na fase 3.

O Instituto Butantã, de São Paulo, está testando no Brasil a vacina produzida pela Sinovac, que tem sede na China. Esta vacina já está na fase de testagem clínica em humanos. A intenção é de que a vacina comece a ser produzida no início do ano que vem. “Se tudo correr bem com a vacina chinesa e com a inglesa, de Oxford, até o fim do ano nós podemos ter uma vacina que tenha eficácia, eficiência e possa gerar anticorpos e proteger as pessoas”, disse Beto Preto.

Porém, o secretário também lembrou a importância de as medidas sanitárias continuarem sendo intensificadas e respeitadas para evitar novos picos de infecções pelo novo coronavírus. “Lembrando que a grande maioria das pessoas tem quadros muito leves e vão evoluir de maneira leve e se curar, outros sequer terão os sintomas, mas existem aqueles que, infelizmente, o organismo não vai defendê-los da maneira como deveria, vão piorar, apresentar queixas respiratórias e precisar de um leito de UTI. Somem-se a isso o momento que vivemos aqui no Sul, que é o inverno e que agrava as síndromes respiratórias agudas”, reiterou.

FALTA DE MEDICAMENTOS
O Governo do Estado recebeu anestésicos e relaxantes musculares do Hospital Unimed, do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (27). Os medicamentos vão auxiliar nos procedimentos de intubação e manutenção de pacientes nos hospitais que fazem parte do plano estadual de enfrentamento à Covid-19.

A ação foi articulada pelo Ministério da Saúde, a partir de uma mobilização da Secretaria de Estado da Saúde, que já na semana passada alertava para a escassez dos insumos para atendimento de pacientes internados.

“Já fizemos a dispensa de licitação para alguns outros medicamentos, estamos repondo um pouco o nosso estoque e temos condições de passar hoje de sete a dez dias”, afirmou o secretário de Saúde do Paraná. O Estado deve receber ainda esta semana mais uma remessa de medicamentos do Ministério da Saúde.

Entretanto, devido a ocorrência de muitos casos graves da Covid-19, o acréscimo do consumo dos medicamentos e a escassez de insumos farmacológicos no mercado, o Paraná suspendeu temporariamente as cirurgias eletivas. “Tomamos essa medida por causa da escassez de quase vinte itens de sedação que são usados em cirurgias e nós precisamos ter foco agora para que esses medicamentos sejam colocados à disposição dos pacientes que estão na UTI sedados e entubados”, finalizou Beto Preto.

Catve.com